“No futuro, acreditamos que deve haver espaço limitado para novos aumentos de preços, já que as taxas de churn já estão aparentemente aumentando – o que leva a um ambiente desafiador para melhoria de margem nos próximos trimestres, uma vez que a maior parte da expansão da receita mal foi suficiente para cobrir o aumento das despesas financeiras”, avaliam os analistas Otavio Tanganelli, Gustavo Schroden, Eric Ito e Camila Koga.
O Bradesco BBI afirma que o balanço da Stone veio amplamente em linha com o esperado e destaca o guidance para o próximo trimestre. Entre os números, o lucro antes de impostos (EBT, na sigla em inglês) ajustado de R$ 106,7 milhões ficou um pouco acima do guidance previsto para o trimestre, de R$ 90 milhões. Além disso, a empresa anunciou que espera que o EBT do terceiro trimestre deste ano supere R$ 125 milhões, alinhado com as expectativas do consenso, que apontam para R$ 131 milhões.
“Acreditamos que o mercado já precificou a melhoria sequencial em grande parte e ainda vemos riscos materiais de baixa para as expectativas consensuais do EBT de R$ 1,13 bilhão EBT 2023”, comentam os analistas.
O guidance para o terceiro trimestre implica desaceleração considerável no segmento de micro, pequenas e médias empresas (MSMB, na sigla em inglês). A empresa estima receita maior que R$ 2,4 bilhões e volume total de pagamento (TPV, na sigla em inglês) de MSMB de R$ 73 bilhões a R$ 74 bilhões, crescimento de 41% a 43% na comparação ano a ano.
Em meio ao anúncio dos resultados, a Stone também notificou que Marcelo Baldin, o atual CFO, está deixando o cargo e deve ser substituído temporariamente por Silvio José Morais, membro do Conselho de Administração.
Diante das informações, o Bradesco BBI reitera recomendação underperform (venda) para os papéis da Stone negociados em Nova York, com preço-alvo de US$ 6, o que representa risco de baixa de 48% ante o fechamento da véspera.