No fim da tarde em Nova York, o retorno da T-note de 2 anos caía a 4,092%, o da T-note de 10 anos perdia a 3,627% e o do T-bond de 30 anos tinha alta a 3,703%.
As encomendas à indústria nos Estados Unidos ficaram estáveis em agosto, em linha com as expectativa de analistas, e a abertura de postos de trabalho nos EUA recuou a 10,053 milhões no mesmo mês. “Se essa tendência continuar, o Fed talvez comece a ceder um pouco, em termos dos últimos aumentos que estão sendo precificados no mercado entre agora e o início do próximo ano”, disse Jack Janasiewicz, gerente de portfólio da Natixis Investment. Além disso, de acordo com o economista Edward Moya, da Oanda, o Banco de Reserva da Austrália (RBA, na sigla em inglês) decidiu moderar o ritmo de aperto monetário e “deu o tom e agora muitos traders em Wall Street esperam que o Fed suavize seu ritmo de aperto”, analisa.
Apesar disso, comentários de dirigentes do BC americano continuam com o tom hawkish. A presidente do Fed de São Francisco, Mary Daly, disse hoje que ainda é preciso elevar mais os juros, até que esteja claro que a inflação está recuando. Já o integrante do Conselho do BC dos EUA, Philip Jefferson ressaltou sua preocupação com a alta inflação nos EUA e previu um período de “crescimento abaixo da tendência” com o Fed agindo para controlar a inflação.
Para o BMO, há uma sensação crescente de que os mercados financeiros estão garatindo um pivô coletivo longe da tendência global em direção a políticas mais rígidas. “Estamos cientes de que em algum momento o Fed precisará suavizar sua retórica sobre o combate à inflação a todo custo”, destaca o banco.
*Com informações da Dow Jones Newswires