Na Comex, divisão para metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o cobre com entrega prevista para dezembro recuou 1,72% hoje e 0,76% na semana, a US$ 3,3865 por libra-peso. Na London Metal Exchange (LME), por volta de 14h30 (de Brasília), o cobre para três meses marcava baixa diária de 1,28% e queda semanal de 0,37%, a US$ 7.462,00 por tonelada.
Com exceção do petróleo, a força do dólar pesou sobre os contratos de diversas commodities cotadas na divisa americana, uma vez que as torna mais caras a detentores de outras moedas. O movimento no mercado cambial ocorreu após o payroll de setembro mostrar queda na taxa de desemprego, apesar da menor geração de postos de trabalho em 17 meses. O quadro reforça o cenário de mercado de trabalho apertado e a perspectiva por mais aumento de juros pelo Federal Reserve (Fed).
“Os dados da inflação ao consumidor dos EUA na próxima semana provavelmente reforçarão essa visão. Isso nos sugere que a postura hawkish do Fed continuará apoiando o dólar por algum tempo ainda”, resume a Capital Economics.
Para um prazo maior, no entanto, a casa projeta melhora nos preços de metais industriais por conta do banimento das compras da LME de commodities produzidas na Rússia, em função das sanções adotadas pelo governo do Reino Unido. A decisão “apenas adiciona à nossa convicção de que preocupações sobre a oferta vão liderar os metais à uma recuperação no ano que vem”, diz a casa, em relatório.
Entre outros metais negociados na LME sob mesmo vencimento, no horário citado, a tonelada do alumínio caía 1,16%, a US$ 2.301,00; a do chumbo subia 0,89%, a US$ 2.041,00; a do níquel recuava 1,56%, a US$ 22.390,00; a do estanho cedia 2,61%, a US$ 19.405,00; e a do zinco tinha baixa de 2,73%, a US$ 2.977,00.co