A escalada de preços, como tem sido a tônica, não é exclusividade da maior economia do mundo, já que na Alemanha o indicador atingiu o maior patamar em 70 anos diante da pressão com os preços de energia, que saltaram em meio à guerra da Rússia na Ucrânia. Neste cenário que inspira cautela, as principais bolsas da Europa têm leve alta, enquanto os índices futuros de Nova York apontam para ganhos ao redor de 0,50% para a sessão.
Entre as commodities, os contratos futuros do petróleo reduziram ganhos registrados mais cedo após a Agência Internacional de Energia (AIE) cortar suas projeções de demanda pela commodity tanto para este ano quanto para o próximo, enquanto os preços futuros do minério de ferro caíram 2,45% na bolsa de Dalian, cotados aos US$ 96,85 por tonelada.
Finalmente, no mercado global de moedas, o índice DXY, que mede as variações do dólar frente a outras seis divisas relevantes, passou a cair.
No Brasil, apesar do rumo dos mercados internacionais, o desempenho dos ativos domésticos pode ser oposto, refletindo os ajustes negativos relativos ao feriado de ontem. O EWZ, por exemplo, o principal ETF (fundo atrelado a uma carteira de ativos que busca um retorno semelhante a um índice de referência) brasileiro listado em Nova York, caía no início da manhã. A fraqueza da agenda doméstica também deveria limitar maiores oscilações dos ativos, ao menos durante as primeiras horas do dia.
Agenda econômica (11/10)
Brasil: Entre os eventos, em Washington, o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, prosseguem com compromissos no âmbito do encontro mundial do Fundo Monetário Internacional (FMI). Aqui no Brasil, destaque apenas para o leilão de títulos prefixados do Tesouro, com LTN e NTN-F (11h00).
EUA: A agenda traz como destaque a inflação ao consumidor (CPI) de setembro (9h30). Também serão divulgados os pedidos de auxílio-desemprego e os estoques de petróleo pelo Departamento de Energia (12h00).