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Preço dos medicamentos para hospitais tem deflação, diz Fipe

Hospitais pagaram, em média, 2,48% a menos nos preços dos medicamentos que adquiriram em setembro

Preço dos medicamentos para hospitais tem deflação, diz Fipe
Foto: Estadão

Hospitais de todo o Brasil pagaram, em média, 2,48% a menos nos preços dos medicamentos que adquiriram em setembro, segundo o Índice de Preços de Medicamentos para Hospitais (IPM-H), indicador desenvolvido pela Fipe em parceria com a Bionexo – healthtech.

A variação mensal do índice foi inferior aos resultados mensais do IPCA, que caiu 0,29%, e do IGP-M, que cedeu 0,95%, em contraste com a taxa média de câmbio, que apresentou elevação 1,82%.

“Em nossa visão, o comportamento observado dos preços dos medicamentos no último mês continuou ancorado, em larga medida, ao padrão sazonal do índice no terceiro trimestre. Nesse sentido, a queda apurada de 2,48% no IPM-H pode ser majoritariamente explicada por aspectos estruturais próprios à oferta e demanda desse mercado, cuja regularidade tem sido observada desde o início das séries históricas calculadas pela Fipe”, avaliou o economista da Fipe Bruno Oliva.

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Por outro lado, segundo o economista, quando se analisa os resultados desagregados do índice, principalmente no horizonte de 12 meses, as divergências identificadas entre as variações de preço de certos grupos de medicamentos parecem ainda refletir, mesmo que residualmente, a transição ou superação das condições de mercado tipificadas pela pandemia.

Em setembro, entre os grupos terapêuticos analisados, houve um discreto aumento dos que atuam no aparelho geniturinário, com ligeira variação de 0,10%. Os demais grupos apresentaram queda de preços. Destaque para o sistema nervoso, com baixa de 8,78; sangue e órgãos hematopoiéticos, recuo de 4,29%, preparados hormonais, 2,52% mais baratos; imunoterápicos, vacinas e antialérgicos, que cederam 2,47%; e anti-infecciosos gerais, com variação negativa de 1,21%.

Também fecharam o mês de setembro com quedas os medicamentos indicados para o aparelho cardiovascular (1,15%); sistema musculoesquelético (0,98%); aparelho respiratório (0,93%); aparelho digestivo e metabolismo (0,85%); órgãos sensitivos (0,60%) e agentes antineoplásicos (0,45%).

No acumulado de 2022, considerando os resultados até setembro, o IPM-H apresenta alta de 0,72%, resultado inferior à inflação ao consumidor acumulada pelo IPCA, com elevação de 4,09%, bem como ao comportamento dos preços medido pelo IGP-M, com aumento de 6,61%. Em termos ilustrativos, a elevação mesmo que discreta registrada em setembro de 2022, de 0,72%, representa um comportamento muito próximo ao padrão sazonal identificado no início da série histórica, em 2014.

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“Analisando o recorte dos últimos 12 meses, considerando o estágio mais moderado da pandemia e as diferentes variações de preços dos grupos que compõem a cesta do índice, é possível que o resultado seja um resquício do balanceamento entre a oferta e a demanda por certos medicamentos, como por exemplo, o declínio dos preços nos grupos: anti-infecciosos gerais, aparelho digestivo e sistema musculoesquelético”, disse Oliva.

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