• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Colunista

Como atrair o capital de finanças climáticas para o Brasil?

Iniciativas que alinhem os interesses de atores públicos e privados, como blended finance, podem ser uma solução

Por Fernanda Camargo

25/10/2022 | 15:40 Atualização: 25/10/2022 | 15:40

Receba esta Coluna no seu e-mail
Investimentos em finanças climáticas vêm crescendo se tornando relevantes para diversos atores do mercado | Foto: Envato Elements
Investimentos em finanças climáticas vêm crescendo se tornando relevantes para diversos atores do mercado | Foto: Envato Elements

A ciência da mudança climática é clara: somente uma ação coordenada e convicta irá prevenir consequências desastrosas para a população e a economia mundial. Se continuarmos fazendo (quase) nada para cortar as emissões globais em 50% até 2030, não vamos conseguir limitar o aquecimento global a 1,5°C. Isso parece pouco, mas já causaria um sofrimento humano incalculável e prejuízos na ordem de centenas de trilhões de dólares, desestabilizando economias, especialmente países em desenvolvimento.

Leia mais:
  • Onda Verde: como o ESG pode impactar nos seus investimentos
  • EUA e Europa falam em regras de ESG mais duras e investidores reagem
Cotações
12/02/2026 1h54 (delay 15min)
Câmbio
12/02/2026 1h54 (delay 15min)

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Segundo estudo da McKinsey, atualmente cerca de 80% do investimento privado em infraestrutura em países de renda média e baixa foi nos setores de energia não renovável e transporte. Globalmente, esses setores estão entre os maiores emissores de CO2. E embora as indústrias de combustíveis fósseis tenham gerado a maior parte da riqueza para investidores privados nas últimas duas décadas, elas estão prestes a se tornar menos atraentes à medida que o esforço global para descarbonizar incorpora metas de carbono zero nos planos econômicos de muitos países.

Segundo o International Institute of Finance (IIF), espera-se que os fluxos de financiamento climático privado para os mercados emergentes ultrapassem US$ 14 bilhões em 2022, mas eles ainda representam apenas 2% do total de fluxos de capital de mercados emergentes.

Publicidade

[—#{“ESTADAO-CONTEUDO-INFOGRAFICO”:[{“ID”:”Q8arX2″,”PROVIDER”:”UVA”}]}#—]

Os países da OCDE, grupo das economias mais avançadas do mundo, já se comprometeram com planos nacionais para reduzir suas emissões e adaptar a mudanças climáticas, como parte do Acordo de Paris. Mas esse esforço global só será bem-sucedido se países em desenvolvimento também fizerem sua parte e aumentarem muito o nível de investimentos em transição climática.

O investimento anual em energia limpa em economias emergentes e em desenvolvimento precisa aumentar mais de sete vezes – de menos de US$ 150 bilhões no ano passado para mais de US$ 1 trilhão até 2030 para colocar o mundo no caminho certo para atingir emissões líquidas zero até 2050. As informações são do relatório Financiando Transições de Energia Limpa em Economias Emergentes e em Desenvolvimento do IEA (International Energy Agency).

A menos que uma ação muito mais forte seja tomada, as emissões de dióxido de carbono relacionadas à energia dessas economias – que estão principalmente na Ásia, África e América Latina – devem crescer em 5 bilhões de toneladas nas próximas duas décadas.

Publicidade

Investimentos em finanças climáticas vêm crescendo rapidamente no mundo e se tornaram relevantes para atrair o olhar de diversos atores do mercado: mais de US$ 640 bilhões foram investidos globalmente em 2020. Três quartos dos investimentos climáticos globais foram concentrados no Leste Asiático e Pacífico, Europa Ocidental e América do Norte, enquanto as regiões restantes receberam menos de um quarto.

O Leste Asiático e Pacífico representaram quase metade (US$ 292 bilhões) dos investimentos climáticos globais rastreados em 2019/2020. Estima-se que 81% dos investimentos na região do Leste Asiático e Pacífico estejam concentrados na China.

Desse montante, a quantia destinada à América Latina foi minúscula, menos de 6% do total. Apesar do Brasil ter uma maior representação na economia da região, o mercado de capitais mais consolidado e amplo acesso a fontes de energia renováveis, estamos perdendo a chance de ser o grande protagonista da região nessa transição climática. De um total de US$ 33 bilhões emitidos em títulos verdes (green bonds) na América Latina, somente US$ 11 bilhões vieram do Brasil (atrás do Chile).

Além da falta de investimentos do setor privado, precisamos de ambição política para mudar o status quo e introduzir novas regulações. A falta de uma taxonomia ambiental para a economia também prejudica a transição para uma economia verde.

Publicidade

Essa taxonomia facilitaria por exemplo, a rotulação de produtos financeiros sustentáveis, como fundos de investimento, e daria mais confiança a investidores que queiram aproveitar oportunidades de investimento no tema.

Tanto o setor privado quanto público podem e devem fazer mais. Uma das alternativas é o Blended Finance (financiamento customizado) – o uso estratégico de diferentes tipos de capital, tanto público como privado, capital catalítico, dívida subordinada, participação em resultados, associados ao capital intelectual (assistência técnica) para o desenvolvimento de negócios sustentáveis nos países em desenvolvimento.

Iniciativas como o BNDES Blended Finance, anunciado em setembro deste ano, podem alavancar o capital investido e atrair a participação de investidores tradicionais. Nesse modelo, utilizam recursos não reembolsáveis e filantropia visando engajar capital de terceiros para realização de iniciativas com impacto socioambiental.

Essas estruturas híbridas podem combinar instrumentos diversos para apoio aos projetos, como por exemplo: dívida, equity, garantias, seguros, programas ou fundos garantidores, grants, pagamento por resultados e assistência técnica. Desse modo, melhoram o perfil de risco e retorno de projetos que teriam dificuldade de atrair capital.

Publicidade

Essa não é a única solução, mas pode ser o empurrão inicial para que investidores institucionais saiam da inércia e comecem a olhar seriamente para o tema. A nossa economia e ambiente futuros dependem disso.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES)
  • Conteúdo E-Investidor
  • Environmental Social and Governance (ESG)

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Ibovespa hoje renova recorde histórico após payroll nos EUA e falas de Galípolo

  • 2

    IPCA de janeiro reforça cenário para corte maior da Selic; veja o impacto nos investimentos

  • 3

    Lucro da BB Seguridade cresce, mas não anima; Genial rebaixa recomendação e Citi e BBA projetam 2026 desafiador

  • 4

    Ouro e dividendos: ainda faz sentido investir no metal em 2026?

  • 5

    Ibovespa hoje cai e perde os 186 mil pontos com IPCA, Haddad e dados dos EUA no foco

Publicidade

Quer ler as Colunas de Fernanda Camargo em primeira mão? Cadastre-se e receba na sua caixa de entrada

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Cadastre-se e receba Coluna por e-mail

Ao fornecer meu dados, declaro estar de acordo com a Política de Privacidade e os Termos de Uso do Estadão E-investidor.

Inscrição feita com sucesso

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Aposentados INSS 2026: os pagamentos de fevereiro já começaram?
Logo E-Investidor
Aposentados INSS 2026: os pagamentos de fevereiro já começaram?
Imagem principal sobre o Saldo retido FGTS: segunda etapa de pagamentos para nascidos entre setembro e dezembro começou
Logo E-Investidor
Saldo retido FGTS: segunda etapa de pagamentos para nascidos entre setembro e dezembro começou
Imagem principal sobre o Conta de luz cara? Saiba como economizar com a sua geladeira
Logo E-Investidor
Conta de luz cara? Saiba como economizar com a sua geladeira
Imagem principal sobre o Bolsa Família realiza pagamentos nesta semana? Entenda
Logo E-Investidor
Bolsa Família realiza pagamentos nesta semana? Entenda
Imagem principal sobre o 5 pontos facultativos no 1º semestre 2026
Logo E-Investidor
5 pontos facultativos no 1º semestre 2026
Imagem principal sobre o 4 feriados nacionais no 1º semestre 2026
Logo E-Investidor
4 feriados nacionais no 1º semestre 2026
Imagem principal sobre o Show do Bad Bunny: qual o valor dos ingressos? Veja se todos os lotes já esgotaram
Logo E-Investidor
Show do Bad Bunny: qual o valor dos ingressos? Veja se todos os lotes já esgotaram
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: 4 documentos para separar ao declarar um financiamento
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: 4 documentos para separar ao declarar um financiamento
Últimas: Colunas
Queda estrutural da inflação vai precisar de alguns anos de atingimento da nova meta
Marcelo Toledo
Queda estrutural da inflação vai precisar de alguns anos de atingimento da nova meta

Queda do IPCA abre espaço para cortes na Selic, mas desafios estruturais seguem no radar

11/02/2026 | 16h25 | Por Marcelo Toledo
Thiago de Aragão: O ponto cego do mercado de títulos do Tesouro dos EUA
Thiago de Aragão
Thiago de Aragão: O ponto cego do mercado de títulos do Tesouro dos EUA

A operação de basis sustenta a liquidez dos Treasuries, mas alavancagem elevada e novas regras podem virar risco sistêmico

11/02/2026 | 14h23 | Por Thiago de Aragão
Na escolinha dos bancos, o Itaú é o melhor aluno da turma e o resto só assiste
Katherine Rivas
Na escolinha dos bancos, o Itaú é o melhor aluno da turma e o resto só assiste

Banco empilha resultados fortes, lidera em rentabilidade e mostra por que ainda está anos à frente da concorrência

10/02/2026 | 18h08 | Por Katherine Rivas
Aos traumatizados do Master, há alternativa – e não é outro CDB
Luciana Seabra
Aos traumatizados do Master, há alternativa – e não é outro CDB

Caso do Banco Master expõe riscos ignorados em CDBs e reforça a importância de entender crédito privado antes de investir

10/02/2026 | 14h43 | Por Luciana Seabra

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador