Às 07h15 (de Brasília), o índice FTSE 100, de Londres, avançava 0,03%, enquanto o DAX baixava 0,02% em Frankfurt e o parisiense CAC 40 subia 0,12%. Em Milão, o FTSE MIB tinha queda de 0,12, o madrilenho IBEX 35 cedia 0,36% e o PSI 20, de Lisboa, caía 1,04%.
“A flexibilização das restrições pandêmicas (na China) e os temores da recessão global continuam a direcionar os mercados”, avalia o Danske Bank, em relatório. A entidade acredita que a Europa pode enfrentar no futuro próximo uma recessão de “mergulho duplo”, quando a economia contrai duas vezes com um período breve de recuperação entre as quedas. “Tempos difíceis estão por vir, especialmente para a economia da Alemanha”, conclui.
Neste contexto, o aperto monetário do BCE entra em foco e motiva ainda mais preocupações do mercado, já que os dirigentes da entidade não têm dado sinais de que vão pausar o aumento dos juros no momento. É esperado que, na semana que vem, o BCE aumente seus juros básicos em 50 pontos-base, após duas altas seguidas de 75 pontos-base. Para o ING, no entanto, uma nova alta mais agressiva se tornou mais possível nas últimas semanas.
“Pensamos que o risco de uma alta de 75 pontos-base na reunião do BCE da próxima semana aumentou claramente”, alerta o banco holandês, após citar falas recentes agressivas de dirigentes como Isabel Schnabel e Philip Lane, ambos membros do Conselho do BCE. Com isso, o mercado ficará atento para as considerações de hoje da presidente Christine Lagarde.