Aqui no Brasil, os ativos domésticos foram pressionados ao longo de toda a sessão, refletindo preocupações com o cenário fiscal e repercutindo o noticiário político-econômico, enquanto os investidores aguardam a votação nesta
semana da PEC da Transição na Câmara. Nesse ambiente, o Ibovespa fechou em queda de 2,02% aos 105.343 pontos, com giro financeiro de R$ 30,7 bilhões.
Enquanto isso, o dólar avançou frente ao real 1,26%, cotado aos R$ 5,31, e a curva de juros teve novo dia de abertura, com os vencimentos intermediários e longos chegando a subir mais de 0,3 p.p.. Entre as ações, os papeis PN da Petrobras recuaram mais de 3%, na contramão dos ganhos do petróleo. A pressão na curva penalizou, na Bolsa, ativos do varejo, mais sensíveis aos ciclos econômicos.
E as ações de mineração também sofreram com notícias que sugerem maior dificuldade para a reabertura na China em virtude da covid-19. Entre as poucas altas, os destaques ficaram por conta de companhias exportadoras que se beneficiaram da valorização do dólar nesta segunda-feira. Na agenda econômica local desta terça-feira, destaque para a ata do Copom e volume de serviços de outubro. No exterior, amanhã serão publicados o índice de preços ao consumidor (CPI) de novembro dos EUA e da Alemanha.