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Poupança: quanto rende de R$ 1 mil a R$ 100 mil com Selic a 13,75%

Nesta quarta-feira (22), o Copom decidiu manter a taxa básica de juros a 13,75% ao ano. Veja simulações

Poupança: quanto rende de R$ 1 mil a R$ 100 mil com Selic a 13,75%
(Foto: Envato Elements)
  • Apesar de a Selic estar em um patamar elevado, o rendimento da poupança continua em 6,17% a.a., mais a taxa referencial (TR)
  • Se o investidor busca rentabilidade, os títulos públicos e privados são alternativas mais interessantes

O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu, nesta quarta-feira (22), manter pela quinta reunião consecutiva a Selic a 13,75% ao ano. O patamar elevado da taxa de juros mantém atrativos os rendimentos de ativos da renda fixa, exceto os da poupança.

Desde 2012, após decisão do Banco Central (BC), a rentabilidade da poupança varia conforme o patamar da taxa Selic. Ou seja, quando a Selic estiver igual ou abaixo de 8,5%, o rendimento corresponde a 70% da taxa de juros mais a taxa referencial.

No entanto, quando a Selic estiver acima de 8,5% a.a, a rentabilidade muda e passa para 0,5% ao mês mais o pagamento da taxa referencial (TR). Na prática, a mudança traz um retorno médio de 6,34% ao ano.

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Diante dessa regra, a aplicação de R$ 1 mil na caderneta de poupança deve oferecer um retorno de apenas R$ 63 durante um ano. Ao mês, a rentabilidade fica limitada a apenas R$ 5. Caso o correntista decida manter um valor de R$ 10 mil na poupança durante um ano, o investidor teria a mais em dezembro de 2023 cerca de R$ 633 na conta.

A remuneração também não segue expressiva mesmo com aportes de maior valor. Se o investidor decidir aplicar R$ 50 mil, o retorno no fim do próximo ano chega a R$ 3 mil. Já se forem aplicados R$ 100 mil, os ganhos ficam na casa de R$ 6 mil.

Ao comparar com outros investimentos de renda fixa, a rentabilidade da poupança segue menos atrativa para quem busca aproveitar o momento de alta da taxa de juros. No entanto, a poupança ainda exerce um papel importante de educação financeira para algumas pessoas.

Segundo Leonardo Siqueira, superintendente de investimentos do Santander, há uma parcela significativa de correntistas que mantém recursos na poupança com o intuito de construir uma reserva de emergência. Para esse público, a rentabilidade segue como segundo plano.

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“Por que não “guardam” dinheiro no CDB no lugar da poupança? Porque a poupança é o tipo de investimento mais conhecido pelos brasileiros”, afirma Siqueira.

De acordo com os dados prévios do Santander, de todos os correntistas da instituição financeira que utilizam a poupança, 50% usam para realizar movimentações financeiras e 35% para guardar dinheiro. O restante que corresponde a 15% focam na rentabilidade.

Outros investimentos

Para as pessoas que buscam rentabilidade, o atual patamar da Selic pode significar uma oportunidade de ganhos. Nesta perspectiva, Siqueira acredita que os CDBs (Certificados de Depósito Bancário) conseguem oferecer um retorno atrativo e com liquidez diária.

A possibilidade garante ao investidor que não tem uma reserva de emergência utilizar os recursos aplicados para arcar com despesas não planejadas.

As letras de crédito, como as LCIs e LCAs, seguem como boas alternativas de investimento no atual cenário. “São produtos que operam com 98% ou 97% do CDI com isenção de imposto de renda”, afirma. Veja outros investimentos de renda fixa com a Selic 13,75% ao ano nesta reportagem.

Os títulos públicos atrelados a Selic também podem ser uma opção interessante. Atualmente, o Tesouro Nacional oferece títulos pré-fixados com rentabilidades de 13% com vencimento para 2025, enquanto os títulos pós-fixados que acompanham os movimentos de alta da taxa de juros garantem ao investir uma rentabilidade do mesmo patamar da Selic, mais um prêmio de 0,0356%.

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Entre as duas opções, Filipe Ferreira, diretor da plataforma de investimentos ComDinheiro, acredita que a melhor opção para o investidor iniciante seria aplicar seus recursos em títulos pós-fixados diante das mudanças que a economia pode sofrer no curto prazo.

Segundo Ferreria, em casos de  alterações bruscas nos rumos da economia, o investidor terá mais “liberdade” para escolher outros tipos de investimentos. Além disso, esses títulos são menos sensíveis aos movimentos da curva de juros projetada diariamente pelo mercado e que determina as taxas dos títulos pré-fixados.

“Para o investidor que ainda não enxerga com clareza por quanto tempo vai investir esse dinheiro, estar posicionado em títulos pós-fixados é a melhor opção para se proteger de surpresas que a economia pode trazer ao mercado”, afirma.

Já Bruno Komura, analista da Ouro Preto investimentos, pensa diferente. Ao analisar as perspectivas do cenário econômico e político do país, ele acredita que o Banco Central deve iniciar os cortes da taxa de juros a partir do fim do próximo ano ou no início de 2024.

Desta forma, a atual rentabilidade dos títulos pré-fixados pode ser uma boa oportunidade de investimento. “A vantagem do pré-fixado é: você compra um título com rentabilidade de 13% e, se a taxa de juros cair para 10%, o investidor ganha um benefício com a valorização do título”, diz.

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Os fundos de crédito privado também podem entrar no radar do investidor para capturar ganhos mais expressivos. Para Vânia Cervini, especialista em investimentos da Ágora, fundos de renda fixa com a estratégia voltada para crédito privado são opções interessantes. “Os gestores de fundos fazem uma classificação de risco ao analisar a capacidade de pagamento da dívida de cada companhia”, diz Cervini.

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