No fim da tarde em Nova York, O juro da T-note de 2 anos baixava a 4,211%, enquanto o da T-note de 10 anos subia a 3,484% e o do T-bond de 30 anos tinha alta a 3,539%.
Investidores atentaram para comentários de dirigentes do Fed, dois dias após a entidade reduzir o ritmo de aperto monetário nos EUA ao subir os juros básicos em meio ponto porcentual, após quatro elevações seguidas de 0,75 ponto porcentual.
Entre as autoridades que falaram hoje, o presidente do Fed de Nova York, John Williams, alertou para a possibilidade de que o juro tenha de subir além do que espera o mercado atualmente para controlar a inflação. No entanto, ele se manteve otimista e confiante de que o Fed conseguirá reduzir os preços à meta de 2% com base nas projeções divulgadas na última quarta-feira.
Já a chefe da distrital de São Francisco do BC americano, Mary Daly, foi mais agressiva ao afirmar que o Fed ainda está “longe” de seu objetivo de estabilizar a inflação. A presidente do Fed de Cleveland, Loretta Mester, por sua vez, reforçou a ideia de que os juros terão de permanecer acima de 5% ao longo de todo o ano que vem, algo que outros dirigentes do BC e a mediana das projeções do Fed já indicaram.
Outro foco dos mercados hoje, o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto dos EUA, que engloba serviços e indústria, teve queda acentuada em dezembro, segundo leitura preliminar da S&P Global.
“A boa notícia é que a demanda mais fraca continuou a liberar capacidade ociosa, contribuindo para uma maior redução da escassez e uma redução acentuada nas pressões de preços”, pondera a Capital Economics, ao comparar o PMI americano com os de economias europeias.