Em uma sessão marcada pela baixa volatilidade já às vésperas das comemorações de ano novo, o retorno da T-note de 2 anos subia a 4,377% neste fim de tarde, enquanto o da T-note de 10 anos caía a 3,829% e o do T-bond de 30 anos recuava a 3,917%.
Em Wall Street, não há consenso quanto aos passos futuros de política monetária do Federal Reserve (Fed). Apesar das sinalizações do banco central americano de que os juros básicos dos EUA não devem baixar tão cedo, parte dos analistas aposta num afrouxamento a partir de fins de 2023.
De acordo com ferramenta do CME Group, a probabilidade de que a taxa dos Fed Funds esteja abaixo da atual faixa atual de 4,25% a 4,50% no fim de 2023 é de 13,4%, enquanto a chance de permanecer neste nível é estimada em 25,2% e de ficar acima disso em 61,4%.
O cenário, entretanto, é turbulento, com muitas incertezas no horizonte que podem refletir sobre a inflação e o crescimento global e, consequentemente, influenciar as decisões dos banqueiros centrais. A nova onda de covid-19 na Ásia, ao mesmo tempo em que a China começa a reabrir sua economia, é um exemplo. Também seguem como grandes pontos de interrogação a guerra na Ucrânia e a crescente tensão entre China e o Ocidente. As crises geopolíticas são vistas como o principal risco à cadeia de semicondutores, podendo gerar novos choques de oferta e demanda.
Amanhã, o mercado de títulos públicos nos EUA fecha mais cedo e não opera na segunda-feira, em comemoração à chegada de 2023.