No fim da tarde em Nova York, o dólar caía a 130,74 ienes, o euro recuava a US$ US$ 1,0672 e a libra tinha queda a US$ 1,2049. O DXY tinha baixa de 0,03%, a 103,494 pontos.
Para o Commerzbank, o dólar começa o ano pressionado, já que o mercado ainda não acredita nas afirmações dos dirigentes do Fed de que não cortarão a taxa básica de juros em 2023. O mercado revisou um pouco suas expectativas desde a última reunião do Fed, mas não substancialmente, avalia.
Quanto ao euro, o banco alemão aponta que a região da moeda comum está enfrentando uma recessão. “No entanto, se for ‘apenas’ devido a um aperto da política monetária, não será tão prejudicial para o euro quanto teria sido uma recessão causada pela escassez de gás”, afirma. O tema pressionou a moeda comum nos últimos meses, quando a chegada do inverno era vista como um temor, já que poderia afetar a atividade.
Em entrevista ao jornal croata Jutarnji List no fim de semana, a presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, voltou a afirmar que os juros na região precisam ficar mais altos para conter a inflação. “Não devemos permitir que as expectativas inflacionárias percam a ancoragem ou que os salários tenham um efeito inflacionário. Sabemos que os salários estão subindo, provavelmente em um ritmo mais rápido do que o esperado, mas devemos ficar atentos para que não comecem a alimentar a inflação”, disse, acrescentando que pelas projeções de especialistas do Eurosistema, a recessão na zona do euro “provavelmente será curta e superficial”.
E a partir deste domingo, 1º de janeiro de 2023, a Croácia se tornou oficialmente o 20º integrante da zona do euro, após ter implementado uma série de reformas na economia do país. Lagarde afirmou que o BCE vai garantir estabilidade de preço e estabilidade financeira: “Eu posso garantir que vamos continuar trabalhando duro como guardião do euro para ter a certeza de que teremos estabilidade de preço e estabilidade financeira, apesar dos choques e das dificuldades que todos nós estamos enfrentando”.