A China teve alta inesperada nas exportações e importações em junho. Entretanto, na Europa, vários números de atividade ficaram abaixo do esperado – produção industrial da Zona do Euro, índice ZEW da Alemanha, produção industrial do Reino Unido, além do PIB do Reino Unido, que cresceu 1,8% em maio, ficando bem aquém da expectativa de alta de 5%.
No entanto, o que mais pesa, é o temor com a escalada de casos de Coronavírus nos Estados Unidos. Ainda hoje, antes da abertura das bolsas americanas, os investidores devem monitorar os resultados de JP Morgan, Delta Airlines, Citigroup e Wells Fargo.
No mercado de commodities, os contratos futuros de petróleo também operam em baixa nesta manhã, ampliando perdas de mais de 1% da sessão anterior, em meio a temores de que uma reunião amanhã da Opep+ confirme que o grupo reduzirá cortes em sua produção à partir de 1o de agosto.
No Brasil, as atenções ficam voltadas para o IBC-Br de maio, que deve mostrar que o pior momento da pandemia foi o tombo de 9,73% de abril, uma vez que a mediana das estimativas aponta para alta de 4,4%.
Em termos de juros, as apostas para Selic em agosto seguem ainda divididas entre manutenção em 2,25% ou corte de 0,25 p.p. O dólar, por sua vez, que fechou a sessão de ontem cotado a R$ 5,38, também fica no radar dos investidores.
Para o Ibovespa hoje, esperamos uma abertura sem muito folego, com os investidores no aguardo pela abertura das bolsas americanas para firmar movimento.
Agenda econômica 14/07
Brasil: O destaque local é a divulgação do índice de atividade econômica do Banco Central (IBC-BR) de maio, às 9hrs.
EUA: São esperados índices de preços ao consumidor (CPI) de junho, às 9h30 e os dados semanais sobre estoques e derivados de petróleo, às 17h30.
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