• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Mercado

Crise nas Americanas: Barsi estava certo sobre o varejo?

Analistas falam sobre o pensamento do bilionário, que vê as varejistas condenadas à falência

Por Jenne Andrade

20/01/2023 | 4:55 Atualização: 19/01/2023 | 21:54

Barsi, o maior investidor pessoa física da Bolsa, é conhecido pelo tom duro contra o varejo. (Foto: ALEX SILVA/ESTADAO)
Barsi, o maior investidor pessoa física da Bolsa, é conhecido pelo tom duro contra o varejo. (Foto: ALEX SILVA/ESTADAO)

Em menos de nove dias, a Americanas (AMER3) ficou irreconhecível na Bolsa. Na quarta-feira (11), a varejista estava entre as principais companhias do varejo na B3, ao lado de Magazine Luiza (MGLU3) e Via (VIIA3).

Leia mais:
  • Como a recuperação judicial afeta as ações da Americanas
  • A avaliação do mercado sobre o pedido de RJ da Americanas
  • Investidores pedem indenização de R$ 500 milhões da Americanas
Newsletter

Não perca as nossas newsletters!

Selecione a(s) news(s) que deseja receber:

Estou de acordo com a Política de Privacidade do Estadão, com a Política de Privacidade da Ágora e com os Termos de Uso.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Na data, era uma empresa com posição de caixa “robusta” de R$ 14 bilhões – como afirmava o balanço com os resultados do 3° trimestre de 2022 – e um endividamento de curto prazo de R$ 2,1 bilhões. No longo prazo, as dívidas eram de R$ 17,1 bilhões, totalizando R$ 19,3 bilhões de endividamento bruto.

Bastou um fato relevante de apenas uma página para o cenário mudar. Depois da divulgação das “inconsistências contábeis” de R$ 20 bilhões na semana passada, as ações da Americanas caíram 91,6% na bolsa.

Publicidade

Invista em oportunidades que combinam com seus objetivos. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos

O papel saiu de R$ 12 para R$ 1, chegando quase ao patamar de “penny stock”, que são ações negociadas por centavos.

Ao pedir Recuperação Judicial nesta quinta-feira (19), a empresa informou que deve mais de R$ 40 bilhões. Do caixa robusto, sobraram apenas R$ 800 milhões. Com isso, a Americanas saiu de todos os índices da Bolsa. Aqui, explicamos como funciona o processo de RJ.

  • Reunimos em uma reportagem tudo o que você precisa saber sobre o caso

Profecia?

A reviravolta na Americanas faz lembrar as palavras de Luiz Barsi, maior investidor pessoa física da Bolsa de Valores. “As empresas de varejo, pelo menos umas 40 quebraram. E as próximas quebrarão”, afirmou o megainvestidor ao podcast Irmãos Dias em junho do ano passado.

Em sua fala, Barsi não estava se referindo a “qualquer” varejo, e sim ao segmento ligado a eletroeletrônicos e linha branca (eletrodomésticos como geladeiras, fogões, lavadoras e etc). Este é o caso não só da Americanas, como das concorrentes Magazine Luiza e Via.

Leia também: Barsi estava certo sobre IRB (IRBR3)? Ações saltam 39,5% em 2023

Publicidade

Para o bilionário, o setor tem uma operacionalização ruim, com concorrência forte e margens muito apertadas. Além disso, é naturalmente muito impactado pela inflação, que é um problema quase crônico no Brasil. Um ramo de negócio considerado difícil, que já viveu muitas falências.

“Todos esses que acreditam no setor de varejo são pouco informados em termos de histórico”, afirmou ao podcast. “Quebrou o G. Aronson, Casa Centro, o Mappin, Sloper, a Ultralar. A Máquina de Vendas está pendurada, a Via Varejo estava pendurada.”

Agora, a crise da Americanas dá um tom factual para a explanação de Barsi, que encontra eco em alguns especialistas de mercado. É o caso de Danielle Lopes, sócia e analista de ações da Nord Research. A especialista também não gosta da tese, mas é menos dura em relação ao tema.

“Não dá para assumir que todas vão quebrar, mas existem muitas dificuldades no setor. Uma competição cada vez maior, por isso é um segmento naturalmente de margens baixas. Concordo com o Barsi, mas condenar todas as falências só o longo prazo dará certeza”, afirma Lopes. Hoje, a analista da Nord não tem recomendação de compra dentro do segmento.

Publicidade

André Luzbel, head de renda variável da SVN Investimentos, compartilha dessa visão. “De certa forma,  Barsi acertou”, diz. Para ele, as margens de lucro muito apertadas, que são características do varejo ligado a eletroeletrônicos e eletrodomésticos, diminuem o espaço para erros.

“A empresa que erra pode ir à falência. Sem falar que a contabilidade é complexa, ter uma varejista na carteira requer muito cuidado. A pessoa tem que entender muito bem do balanço, acompanhar na ‘unha’ o ativo”, afirma Luzbel.

De fato, o setor é bastante sensível à conjuntura macroeconômica. Com os juros em 13,75% ao ano e inflação chegando a 5,79% em 2022, o varejo de “linha branca’ vem sofrendo com a desaceleração do consumo – afinal, estas companhias não comercializam itens essenciais.

Ou seja: quando as famílias estão menos propensas a gastar, a compra destes produtos são as primeiras a serem deixadas de lado. As margens líquidas da Magazine Luiza e Via no 3° trimestre do ano passado foram de -1,9% em ambas. Já a Americanas apresentava uma margem líquida de -3,9%.

Publicidade

Outra explicação para as margens mais baixas é a falta de distinção entre as mercadorias. “Nesse setor (varejo de eletrônicos e eletrodomésticos) não tem diferenciação de produto. Você compra a mesma geladeira da Brastemp e a mesma televisão da Samsung. Então é uma briga por preço”, ressalta Flávio Conde, analista da Levante Ideias de Investimentos.

O analista da Levante afirma que a concorrência dentro do segmento, que já era substancial, ficou ainda mais apimentada com a chegada de players estrangeiros. Empresas como Mercado Livre e Shopee chegaram bem capitalizadas e com um sistema de entrega muito eficiente e rápido.

“Se a televisão é igual em todos esses e-commerces, eu vou comprar naquele que entrega mais rápido”, diz Conde. “E a entrega de mercadoria no Brasil tem custo elevado, e muitas vezes esse custo elevado faz os produtos serem vendidos com prejuízo. Então, o e-commerce mais competitivo impactou o segmento.  Americanas, Via e Magazine Luiza sentiram. E quando chegou no ano passado que as vendas pararam de aumentar, a Americanas não aguentou.”

Mario Goulart, analista de investimentos e criador do canal ‘O Analisto’, e Malek Zein, analista de ações da casa de análises do TC, engrossam a leva de analistas que vê o diagnóstico de Barsi como certeiro. Pelo menos no segmento linha branca.

Publicidade

“Nem todo varejo é do mesmo jeito. Não podemos generalizar”, afirma Goulart. “Esse tipo de varejo de eletrodomésticos exige muita alavancagem em um país de juros altos.” Para Zein, o varejo de consumo amplo, sem vantagens competitivas, é um modelo fadado ao fracasso.  “Não digo nem de quebrar, mas não vai dar o retorno mínimo aceitável para o acionista.”

Divergências

Ricardo Aragon, sócio da Matriz Capital, discorda “humildemente” da visão de Barsi. O especialista ressalta que as varejistas apenas não se comunicam com a estratégia do megainvestidor, uma vez que não proporcionam altos dividendos. Proventos estes que são a marca do estilo de investimentos do bilionário.

Por outro lado, quem busca empresas de crescimento pode se beneficiar dos cases. O Magazine Luiza, por exemplo, acumula mais de 600% de alta desde o início de suas negociações em bolsa, mesmo com as grandes quedas recentes. Em 2022, a MGLU3 acumulou uma desvalorização de 59,5%, enquanto VIIA3, cedeu 52%.

“Existe um ingrediente, que é muito importante e que ele não aborda: o e-commerce. Essa ferramenta acaba sendo muito poderosa para ganhar escala. E quando o cenário é favorável para essas companhias, as ações tendem a se valorizar muito. Ganham mais de 600% de alta em pouco tempo. Jamais podemos tirar as varejistas do radar”, afirma Aragon.

A crise na Americanas também pode impulsionar o Magalu e Via, que devem captar parte do fluxo de vendas que era direcionado à companhia. Principalmente a empresa de Luiza Trajano, que desde o rombo bilionário foi descoberto na Americanas viu suas ações subirem quase 25%. Já a VIIA3 chegou a saltar 10% na segunda (16), mas devolveu já todos os ganhos. Agora, os papéis caem 10,8% no acumulado dos últimos seis pregões .

Publicidade

“Elas conseguem morder uma fatia, apesar de concorrerem com as empresas estrangeiras”, diz Aragon. “E os fundos institucionais que investem em varejo acabam trocando Americanas por essas duas, o que valoriza a precificação das empresas.”

Apesar dessa externalidade positiva, a recuperação do segmento deve vir mais para o 2° semestre. Isto porque os investidores deverão ver as ações subindo quando o Banco Central começar a cortar juros. De acordo com Aragaon, as varejistas que serão oportunidade neste “futuro” serão aquelas que souberam fazer a gestão de caixa e administrar a dívida.

Rodrigo Cohen, analista de investimentos e co-fundador da Escola de Investimentos, também não vê um destino tão apocalíptico para as varejistas, mesmo aquelas de linha branca e eletrônicos. Entretanto, o cenário é, sim, complexo para o setor no curto prazo.

Para quem busca oportunidades, Cohen recomenda não “perder tempo”. “Não acho que o setor é ‘top pick’ (principal recomendação), existem setores muito mais convidativos, e não usaria meu tempo, nem meu dinheiro, pensando nelas”, afirma Cohen.

Por fim, Marcus Labarthe, sócio-fundador da GT Captial , afirma que a situação da Americanas, além de resultar em um maior fluxo para as rivais, também deve tornar a fiscalização das varejistas mais criteriosa. Assim, os investidores estarão mais prevenidos de novos sustos. “As empresas (Magazine Luiza e Via) foram questionadas e vieram ao mercado informar que os balanços estavam corretos”, afirma Labarthe. “Agora, temos que entender a fundo como ocorreu a fraude na Americanas.”

Procurado pelo E-Investidor, Barsi não quis comentar.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • mglu3
Cotações
01/01/2026 12h45 (delay 15min)
Câmbio
01/01/2026 12h45 (delay 15min)

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    CDBs do Banco Master: o que acontece com a garantia do FGC se a liquidação for revertida

  • 2

    Ibovespa hoje toca os 162 mil pontos e fecha em alta de 0,40% com dados de emprego no Brasil e ata do Fed no último pregão de 2025

  • 3

    Os rumos da Bolsa de Valores em 2026 e que você precisa acompanhar

  • 4

    Por que a Geração Z e Millennials veem nas criptomoedas uma saída para construir riqueza

  • 5

    FIIs encerram 2025 com R$ 180 bilhões e avançam para nova fase do mercado

Publicidade

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Mega da Virada 2025: confira resultado do sorteio do prêmio de R$ 1,09 bilhão
Logo E-Investidor
Mega da Virada 2025: confira resultado do sorteio do prêmio de R$ 1,09 bilhão
Imagem principal sobre o Mega da Virada 2025: que horas sai o resultado do sorteio especial?
Logo E-Investidor
Mega da Virada 2025: que horas sai o resultado do sorteio especial?
Imagem principal sobre o Resultado da Quina 6915: SORTEIO SERÁ EM NOVO HORÁRIO
Logo E-Investidor
Resultado da Quina 6915: SORTEIO SERÁ EM NOVO HORÁRIO
Imagem principal sobre o Como será assistência para vítimas de violência doméstica não seguradas pelo INSS?
Logo E-Investidor
Como será assistência para vítimas de violência doméstica não seguradas pelo INSS?
Imagem principal sobre o Saiba quais são as chances de acertar os seis números da Mega da Virada e faturar R$ 1 bilhão
Logo E-Investidor
Saiba quais são as chances de acertar os seis números da Mega da Virada e faturar R$ 1 bilhão
Imagem principal sobre o Quem pode realizar o saque do FGTS ainda em 2025?
Logo E-Investidor
Quem pode realizar o saque do FGTS ainda em 2025?
Imagem principal sobre o Rodízio suspenso em São Paulo: veja até quando é possível dirigir sem multa
Logo E-Investidor
Rodízio suspenso em São Paulo: veja até quando é possível dirigir sem multa
Imagem principal sobre o Violência doméstica: como será a assistência para mulheres seguradas pelo INSS?
Logo E-Investidor
Violência doméstica: como será a assistência para mulheres seguradas pelo INSS?
Últimas: Mercado
Ibovespa: Natura se destaca no último pregão do ano; Embraer tem o pior desempenho
Mercado
Ibovespa: Natura se destaca no último pregão do ano; Embraer tem o pior desempenho

Índice da Bolsa terminou o dia em alta de 0,4%, aos 161.125,37 pontos; no ano, a valorização chegou a 34%

30/12/2025 | 19h46 | Por Jenne Andrade
Mercado hoje: último pregão de 2025 traz clima de calmaria e Ibovespa perto de alta histórica
CONTEÚDO PATROCINADO

Mercado hoje: último pregão de 2025 traz clima de calmaria e Ibovespa perto de alta histórica

Patrocinado por
Ágora Investimentos
Os rumos da Bolsa de Valores em 2026 e que você precisa acompanhar
Mercado
Os rumos da Bolsa de Valores em 2026 e que você precisa acompanhar

Com juros em trajetória de queda e ações ainda descontadas, o Ibovespa pode oferecer boas oportunidades em 2026. Veja os investimentos que devem se destacar

30/12/2025 | 05h30 | Por E-Investidor
Ibovespa hoje toca os 162 mil pontos e fecha em alta de 0,40% com dados de emprego no Brasil e ata do Fed no último pregão de 2025
Mercado
Ibovespa hoje toca os 162 mil pontos e fecha em alta de 0,40% com dados de emprego no Brasil e ata do Fed no último pregão de 2025

O índice da B3 encerrou hoje com alta de 33,95%, a maior em nove anos, apesar da fraqueza em NY. Veja como a Bolsa reagiu às notícias de hoje (30)

30/12/2025 | 04h45 | Por Igor Markevich

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador