Sem a referência dos mercados na China, ainda fechados em função do feriado do ano novo lunar, os investidores ocidentais parecem focar mais nos próprios problemas e, com isso, as principais Bolsas da Europa recuam nesta manhã de terça-feira (24), assim como os índices futuros de Nova York sugerem abertura do mercado à vista na mesma direção.
O pano de fundo para esse movimento foi a divulgação de indicadores de atividade, desta vez os Índices de Gerente de Compras (PMI, na sigla em inglês) da Alemanha e do Reino Unido, mostrando fraqueza destas economias – embora sem uma contrapartida ainda muito pronunciada do lado da dinâmica de preços, aumentando a percepção de que uma recessão se avizinha no velho continente.
Entre as commodities, o petróleo cai após ganhos recentes, enquanto os preços futuros do minério de ferro continuam oscilando apenas em decorrência de ajustes técnicos relativos ao custo de carrego da operação (recuando 0,64% em Cingapura, cotados ao equivalente a US$ 124,85 por tonelada) – relembrando que as cotações oficiais estão suspensas nos portos chineses essa semana.
Agenda econômica
Brasil: O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15) de janeiro (9h), cuja mediana aponta para uma alta mensal de 0,52% (de 0,52% em dezembro) e de 5,84% em 12 meses (de 5,90% na leitura anterior). Além disso, estão previstos os dados sobre a arrecadação federal de dezembro (10h30), que deve mostrar uma cifra em torno de R$ 210 bilhões, após os R$ 172,038 bilhões arrecadados em novembro.
Na agenda política, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue na Argentina, onde participa da 7ª Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac).
EUA: Entre os indicadores previstos, destaque para o PMI Composto preliminar (11h45), enquanto os números referentes ao quarto trimestre de 2022 de 3M, Johnson & Johnson e Microsoft prometem movimentar o mercado corporativo pela manhã.
Europa: O índice de gerentes de compras composto da Alemanha, que engloba os setores industrial e de serviços, subiu de 49 em dezembro para 49,7 em janeiro, atingindo o maior nível em sete meses, mas ainda abaixo da barreira dos 50 pontos que sinaliza contração da atividade. Ainda assim, o PMI industrial do carro chefe da economia europeia caiu marginalmente entre dezembro e janeiro, de 47,1 a 47, frustrando o consenso do mercado, que previa um avanço a 47,9.
Fora do bloco do euro, o PMI composto do Reino Unido caiu de 49 em dezembro para 47,8 em janeiro, atingindo o menor nível em 24 meses. Em ambos os casos os dados da S&P Global ainda são preliminares.