Nesse pano de fundo, somado a série de indicadores divulgados ao longo da semana, a expectativa majoritária de agentes de mercado é de uma alta de 0,25 pp na decisão de política monetária do FOMC na reunião da próxima quarta-feira, a Super quarta-feira, que contará com definição de juros por aqui também.
Por aqui, os investidores adotaram postura defensiva no último dia da semana, em meio às negociações em Brasília, entre o presidente e governadores, sobre possíveis compensações das perdas de ICMS geradas aos Estados por conta da desoneração do imposto sobre os combustíveis. Com o receio de potenciais impactos fiscais adicionais, o dia foi de uma nova abertura na curva de juros, dando sequência aos avanços da véspera.
Em meio a este contexto, o Ibovespa encerrou a sessão com queda de 1,63% cotado aos 112.316 pontos e um giro financeiro de R$ 22 bilhões. No acumulado da semana o Ibovespa apresentou acréscimo de 0,25%, contribuindo para um possível encerramento positivo neste primeiro mês do ano.
No câmbio, com a aversão ao risco, o dólar se apreciou 0,74% frente ao real e encerrou aos R$ 5,11.
Para a próxima semana a agenda é cheia e reserva dados no Brasil e no exterior. Além do IGP-M de janeiro por aqui, destaque para as decisões de política monetária na Super quarta-feira, com o Fed e o COPOM, bem como decisão do Banco da Inglaterra na quinta-feira. Por fim, como de costume na primeira sexta-feira de cada mês, é a vez do payroll com os dados do mercado de trabalho nos EUA.