No fim da tarde em Nova York, o juro da T-note de 2 anos subia a 4,510%, o da T-note de 10 anos avançava a 3,738%, e do T-bond de 30 anos tinha alta a 3,823%.
Dados da Universidade de Michigan mostraram que as expectativas de inflação de um ano subiram de 3,9% em janeiro a 4,2% em fevereiro, mas se mantiveram em 2,9% no horizonte de cinco anos. O índice de sentimento do consumidor nos EUA, por sua vez, subiu de 64,9 em janeiro a 66,4. “Os esforços do Fed para domar a inflação ainda não terminaram e a recente flexibilização das condições do mercado financeiro aumenta o risco de que o banco central aumente as taxas mais do que prevemos”, analisa a Oxford Economics.
Monitoramento do CME Group mostra que probabilidade de que os juros básicos do BC americano terminem este ano acima de 5% cresceu nas últimas horas, segundo plataforma de monitoramento do CME Group. No fim da tarde em Nova York, a ferramenta indicava 31,4% de chance de que a taxa dos Fed Funds cheguem a dezembro no intervalo entre 5,00% e 5,25%, da faixa atual de 4,50% a 4,75%. Ontem, essa possibilidade era de 28,6%. Já as chances de que os juros subam ao nível de 5,25% a 5,50% passaram de 9,6% ontem para 11,6%. Para o presidente distrital do Fed na Filadélfia, Patrick Harker, a taxa de juros nos Estados Unidos deve subir até mais de 5%, para então, o BC americano conseguir pausar as altas. Além disso, ele disse ser a favor de mais algumas altas de 25 pontos-base.
Na semana que vem, o foco é o CPI. “Os investidores temem que o relatório de inflação do Dia dos Namorados justifique a posição do Fed de que os aumentos contínuos das taxas continuarão”, diz o analista da Oanda Edward Moya.