Os produtos são títulos securitizados de renda fixa isentos do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e do Imposto de Renda (IR), mas que não possuem cobertura pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), associação que cobre o ressarcimento aos investidores caso as instituições não cumpram seus compromissos. A securitização permite a transformação de dívidas em papéis que podem ser negociados e comprados por investidores.
A tokenização consiste em criar uma representação digital de um bem ou produto financeiro para facilitar a sua negociação. Para Carlos Ratto, CEO da Vórtx QR, isso significa eficiência e vantagens na emissão e distribuição dos ativos. “Com emissões mais eficientes, vemos a possibilidade de ampliar o acesso de empresas que hoje não entram no mercado de CRI e CRA. Além disso, a liquidez atual dos ativos é muito baixa perto de seu potencial e com a tecnologia e a descomplicação das operações, podemos ter um mercado mais aquecido”, afirma.
Desde seu lançamento oficial em junho de 2022, a Vórtx QR já realizou quatro emissões, tornando-se o maior mercado organizado de ativos mobiliários tokenizados e regulamentados do mercado brasileiro. Confira os títulos já tokenizados pela empresa:
- 74 mil debêntures da Salinas Participações, com coordenação do Itaú BBA, no volume de R$ 74 milhões;
- 8 mil cotas do Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) QR Rispar Crédito Cripto, lançado pela QR Asset, no volume de R$ 8 milhões;
- 60 mil debêntures do Pravaler, com coordenação do Itaú BBA, no volume de R$ 60 milhões;
- 40 mil debêntures da Indigo, com coordenação do Santander, no volume de R$ 40 milhões.
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A Deliberação CVM 886, da autorização da Vórtx QR, prorrogou ainda a vigência da Deliberação 875 até o dia 14 de março de 2024, garantindo a atuação da tokenizadora no sandbox regulatório da CVM por mais um ano. O sandbox é um espaço experimental em que os participantes admitidos recebem autorizações temporárias para desenvolver inovações em atividades regulamentadas no mercado.