O monitoramento do CME Group, no início desta tarde, mostrava 59% de chance de uma alta de 0,25 pp pelo Fed no dia 22 e de 41% de uma elevação maior, de 0,5 pp.
A forte queda das Bolsas da Europa foi puxada principalmente pelo setor bancário, que seguiram o tombo do Silicon Valley Bank em Wall Street – a empresa controladora do banco enfrenta dificuldades para levantar capital e estuda uma possível venda, segundo a imprensa dos EUA. Os temores de que os problemas se disseminem por todo o sistema bancário deflagrou uma liquidação dos papeis do setor nos principais mercados. Em Frankfurt, o Deutsche Bank caiu 5,5% e o Commerzbank recuou mais de 1%.
Entre as commodities, o petróleo Brent avançava 1,01%, a US$ 82,40 o barril, reagindo a dúvidas sobre a demanda futura e com apoio do recuo do dólar perante às principais divisas globais.
No Brasil, os investidores reagem também à divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de fevereiro, de 0,84% e pouco acima das estimativas. A leitura é marginalmente negativa pois reduz a possibilidade de queda da taxa Selic no curto prazo e penaliza os setores com maior exposição à curvas de juros, além de colocar mais peso na expectativa pelo novo arcabouço fiscal.
Próximo às 14h15 o Ibovespa apresentava queda de 0,83%, aos 104.143 pontos, e o dólar avançava 0,98% ,cotado a R$ 5,19.