A última sessão da semana se mostra, majoritariamente, negativa para as Bolsas no exterior. Na Europa, indicadores reforçaram os temores com uma possível recessão. Por lá, na zona do euro, os Índices de Gerentes de Compras (PMIs) mostraram sinais mistos. Por um lado, os PMIs composto e de serviços superaram as expectativas e atingiram o maior nível em dez meses. Por outro, o PMI industrial surpreendeu negativamente e mostrou uma queda inesperada, no menor nível em quatro meses.
Comportamento semelhante ocorreu na leitura dos mesmos indicadores na Alemanha, maior economia do bloco, reacendendo o sinal de alerta. Assim, os principais índices do velho continente caiam mais de 2% nesta manhã.
Em Nova York, em meio aos receios com o setor bancário, os índices futuros também apontam para uma abertura em terreno negativo, mas com quedas mais modestas do que o observado do outro lado do Atlântico. Apesar disso, o dia é de queda dos juros dos Treasuries (títulos do Tesouro norte-americano), enquanto o dólar avança frente a outras moedas fortes e de emergentes ligados a commodities.
Para o petróleo, o receio com a possível recessão global e eventuais efeitos na demanda provava a queda dos contratos futuros, enquanto na madrugada, em Dalian, o minério de ferro subiu 0,29%, cotado aos US$ 126,14 por tonelada.
Agenda econômica
Brasil: o IPCA-15 de março é a principal agenda (9h), com a mediana das expectativas apontando para uma alta de 0,67%, ante 0,76% em fevereiro. Nas demais agendas do dia, o ministro da Fazendo, Fernando Haddad, participa de evento pela manhã. Além disso, está previsto também pela manhã um encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice-presidente, Geraldo Alckmin, além de demais líderes do governo federal.
EUA: Estão previstas as encomendas de bens duráveis de fevereiro (9h30), bem como os PMIs preliminares de março (10h45). Ainda pela manhã, James Bullard, presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de St. Louis, discursa em evento.