“A ação está sendo negociada a um EV/RAB (resultado obtido referente à soma do valor de mercado mais dívida líquida sobre a base de ativos em concessão) implícito em 2023 de 0,6x, que vemos como muito atrativo”, escreveram os analistas Marcelo Sá, Fillipe Andrade, Luiza Candiota e Matheus Botelho Marques, no documento.
Desta forma, o banco classificou o papel como outperfom (equivalente à compra), devido ao seu potencial de valorização, principalmente, com a possibilidade do eventual avanço do processo de privatização ao longo deste ano.
No entanto, os analistas ressaltaram que os resultados referentes ao quarto trimestre do ano passado não vieram dentro das expectativas da casa. A receita líquida da companhia foi de R$ 4,462 bilhões, enquanto as estimativas apontavam para um volume em torno de R$ 4,747 bilhões.
“O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) reportado de R$ 1,713 bilhão ficou aquém de nossa estimativa de R$ 2,191 bilhões, principalmente impulsionado por custos mais elevados”, explicaram os analistas do Itaú BBA. Outro ponto negativo ficou com o aumento dos custos com inadimplência, que também vieram fora das expectativas e chegaram a corresponder a 5% da receita líquida durante o quarto trimestre. No terceiro trimestre de 2022 a inadimplência comprometeu 3% da receita líquida.
“Esperamos que os resultados melhorem nos próximos trimestres, dado o impacto positivo da revisão tarifária extraordinária e a potencial redução de custos a ser entregue pela nova administração”, ressaltaram os analistas do Itaú BBA. Na tarde desta sexta-feira (24), por volta das 15h01, as ações da Sabesp sofriam uma queda de 1,95%, sendo negociadas a R$ 47,27.