No fim da tarde em Nova York, o juro da T-note de 2 anos recuava a 3,808%, o da T-note de 10 anos tinha baixa a 3,297% – sendo que chegou a bater o menor juro desde setembro -, e o do T-bond caía a 3,559%.
A S&P Global informou hoje que o índice de gerentes de compras do setor de serviços subiu de 50,6 em fevereiro a 52,6 em março, mas analistas previam crescimento a 53,8. Já o PMI de serviços, medido pelo Instituto para Gestão da Oferta (ISM), recuou de 55,1 em fevereiro a 51,2 em março, quando a expectativa era de queda menor, a 54,3. Com relação ao mercado de trabalho, o setor privado dos Estados Unidos criou 145 mil empregos em março, segundo pesquisa da ADP – analistas esperavam geração de 210 mil postos de trabalho.
Para a Capital Economics, a queda do PMI de serviços aumenta a evidência de que a economia e o mercado de trabalho estão perdendo rapidamente o ímpeto de alta. “O aumento do índice de serviços ISM em janeiro foi um dos primeiros sinais de que a economia estava desfrutando de um ressurgimento, mas, apenas dois meses depois, esse ímpeto parece ter diminuído antes mesmo do impacto total da recente turbulência bancária”, analisa a consultoria.
Monitoramento do CME Group mostra que crescem as expectativas por relaxamento monetário nos próximos meses: há avanço na probabilidade de queda da taxa dos Fed Funds ao intervalo entre 3,50% e 3,75% até janeiro do ano que vem, de 17,1% ontem a 22,1%. Já as chances de um recuo à faixa de 3,25% a 3,50% avançaram de 2,4% a 3,1%. Além disso, já em julho, as apostas majoritárias são de corte de juros.
“O verdadeiro impulsionador por trás do movimento dos juros de 2 anos que viu os rendimentos caírem para 3,642% não foi o debate de juros de maio, mas sim quanto o Fed seria forçado a cortar até o final do ano. Segue-se intuitivamente que qualquer conversa sobre taxas de juros mais baixas também incluirá o momento do primeiro corte do ciclo”, conclui.
Apesar dos sinais de desaceleração da economia, presidente da distrital do Fed de Cleveland, Loretta Mester, reforçou hoje que os juros dos Estados Unidos deverão subir “um pouco mais”, para acima de 5%, antes de que ocorra uma pausa no ciclo, mas destacou que ainda é cedo para falar sobre a decisão de maio.