No fim da tarde em Nova York, o juro da T-note de 2 anos tinha alta a 4,168%, o da T-note de 10 anos avançava a 3,591% e o do T-bond de 30 anos subia a 3,811%.
O índice de atividade industrial Empire State, que mede as condições do setor no Estado de Nova York, avançou de -24,6 em março a 10,8 em abril, na máxima desde julho de 2022, quando analistas ouvidos pelo Wall Street Journal previam -15,0. O índice de confiança das construtoras medido pela Associação Nacional das Construtoras (NAHB) subiu de 44 em março a 45 em abril, como esperado. A NAHB destacou o fato de que as condições de empréstimo no setor seguem “apertadas”, mas acrescentou que não houve evidência significativa de piora no quadro, após pressão recente sobre bancos regionais dos EUA. A Oxford Economics destacava o fato de que o dado do Empire State trouxeram números mistos ao apontar para o quadro futuro, o que faz a consultoria continuar a projetar mais fraqueza na indústria americana no restante do ano, com o enfraquecimento doméstico e global.
Depois disso, o monitoramento do CME Group mostrava 87,4% de chance de uma alta de 25 PB nos juros pelo Fed em 3 de maio, e apenas 12,6% de manutenção, de 78% a 22% na sexta-feira. Durante a tarde, o presidente da distrital do Fed em Richmond, Thomas Barkin, disse que quer ver mais evidências de que a inflação dos Estados Unidos está voltando para a meta de 2% do Banco Central norte-americano, em debate na Richmond Association for Business Economics.
A Oxford Economics acredita que os efeitos defasados do ciclo de aperto monetário global ainda não foram totalmente sentidos, e vê os riscos para a economia global fortemente inclinados para baixo. “Permanecemos inclinados a títulos públicos de economias desenvolvidas. Embora a economia global tenha mostrado resiliência nos últimos meses, acreditamos que as avaliações estão sendo precificadas em uma perspectiva muito otimista”, avalia.