“Sou muito favorável à meta contínua, é muito melhor que meta calendário”, afirmou o ministro, em entrevista à rádio CBN.
Haddad pontuou que diversos países no mundo estão fixando suas metas de inflação entre 2% e 4% e que há uma busca por alongar o horizonte temporal para o atingimento desses números, porque o custo para cumprir essas metas rapidamente é muito oneroso.
No caso do Brasil, o ministro alertou para os riscos de desorganizar a economia. Para esse ano, a meta de inflação foi fixada em 3,25%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto porcentual para mais e para menos. Para 2024 e 2025, a meta é de 3%, com o mesmo intervalo de tolerância. Em 2021 e 2022, o Banco Central, já sob comando de Roberto Campos Neto, não atingiu as metas de inflação fixadas.
Juros
“Acho que já poderíamos iniciar a recalibragem da taxa de juros”, disse o ministro, ressaltando que respeita a institucionalidade do Banco Central. Ele pontuou que a expectativa de inflação para 2024 já está muito moderada após os esforços da autoridade monetária.
Ainda assim, ele ponderou que, se o BC erra a calibragem nos juros para a contenção da inflação, quem paga é a sociedade. O ministro alertou para não se cair no erro de politizar todas as reflexões que são feitas sobre o trabalho do BC.