No exterior, a agenda econômica é bastante restrita e consequentemente os investidores continuam acompanhando os desdobramentos das negociações do governo norte-americano para expandir o teto da dívida. Ontem, o presidente dos EUA, Joe Biden, classificou como “boa” a reunião com lideranças do Congresso, mas ainda assim não houve um desfecho para a situação.
Em meio ao impasse, Raphael Bostic, presidente distrital do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) em Atlanta, disse que uma não resolução do caso poderia interferir no atual plano de voo do banco central local.
Na zona do euro, a inflação ao consumidor (CPI) voltou a subir e atingiu 7% na leitura anual de abril, após atingir 6,9% em março, em linha com as expectativas. Nesse pano de fundo, as bolsas europeias negociam sem direção única, e em Nova York os índices futuros apontam para uma abertura no positivo. Em outros mercados o petróleo tinha sinal positivo nesta manhã, e o minério de ferro avançou pouco menos de 3% na madrugada em Dalian, cotado aos US$ 106,7 por tonelada.
Agenda econômica
Brasil: Logo pela manhã foi conhecido o Índice Geral de Preços (IGP-10) de maio que recuou 1,53%, após queda de 0,58% em abril. No ano o indicador acumula queda de 1,99%. Às 9h são aguardados os dados do varejo restrito e ampliado do mês de março, com as apostas apontando para um recuo de 0,2% para o varejo restrito e de 0,5% no indicador ampliado.
Entre os eventos, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, participa da abertura da Conferência Anual da autoridade monetária às 9h15, enquanto o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participa de audiência pública das comissões de Desenvolvimento Econômico, Finanças e Tributação, e Fiscalização Financeira e Controle às 10h. Por fim, a Câmara vota a urgência do projeto de lei do arcabouço fiscal.
EUA: A agenda internacional reserva apenas os números de construção de moradias iniciadas nos EUA, bem como os estoques de petróleo do Departamento de Energia, ambos às 11h30.