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Tudo o que você precisa saber sobre ofertas públicas

Independentemente do modelo da oferta é importante analisar todos as informações preliminares disponíveis

Por Luis Cláudio Freitas

01/06/2023 | 11:29 Atualização: 01/06/2023 | 16:28

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(Fonte: Shutterstock/Reprodução)
(Fonte: Shutterstock/Reprodução)

Certamente você já se deparou com esse tipo de oferta no mercado de investimentos, que nada mais é que uma das formas que as empresas têm de captar recursos quando necessitam investir em novos projetos, expansão, fortalecer o caixa da empresa, quitar dívidas, entre outros fatores.

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Você pode investir através de uma oferta pública por meio de um IPO ou de um follow-on, dependendo da situação da empresa emissora, mas vamos esclarecer a diferença entre os dois meios de ofertas: O IPO vem do termo em inglês Initial Public Offering e, na prática, marca a abertura de capital da empresa para novos investidores. Além disso, o IPO pode ser primário ou secundário.

Quando a empresa abre capital em ações na bolsa através de uma oferta primária, o dinheiro da negociação vai para o caixa da companhia. Já na oferta secundária, os recursos captados servirão para ressarcir um ou mais sócios que desejam se retirar da empresa, colocando suas ações no mercado.

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Independentemente do modelo da oferta é importante analisar todos as informações e detalhes que constam no prospecto preliminar da operação que informa todos os aspectos da oferta pública e que é um documento obrigatório para cada oferta, regulado e exigido pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Já a oferta pelo follow-on também visa ser uma fonte de captação de recursos para a empresa, sendo que basicamente a diferença é que ela é feita depois do IPO. Ou seja, quem faz um follow-on é uma empresa que já abriu o seu capital.

Além de entender os motivos pelos quais a empresa está captando dinheiro através das ofertas públicas, é importante também analisar todas as condições que constam no prospecto da oferta, instrumento obrigatório para que o investidor possa fazer a reserva, e claro, o mercado de atuação da empresa, condições macroeconômicas, entre outros, além do potencial retorno com o preço ou taxa de retorno objeto da oferta.

Em resumo, existem 3 tipos de ofertas públicas:

1. Ações

As ofertas públicas de ações ocorrem quando uma companhia decide abrir seu capital na bolsa ou fazer seu follow on, e pode ser uma oferta primária ou secundária como falamos anteriormente. Em ambos os casos, por se tratar de um investimento em ações, os investidores interessados e que adquirirem tais ativos passam a se tornar sócios, tendo direito a participação no lucro ou, até mesmo, poder de voto nas assembleias e todos os direitos e obrigações que as ações sejam do tipo ordinárias e preferenciais conferem aos respectivos titulares.

2. Títulos de renda fixa

Outro veículo que as companhias utilizam para se capitalizar é através da emissão de títulos de renda fixa, como debêntures (tradicionais ou incentivadas), CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio), CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários) e os FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios).

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Aqui temos boas opções, inclusive com títulos isentos da incidência do IR para investidores pessoa física e com taxas atrativas, porém é bom analisar todas as condições da oferta, como risco de crédito, risco de mercado e risco de liquidez, pois podem ser fatores decisórios na hora de aderir a oferta, além do potencial retorno com a taxa exposta.

3. Fundos de Investimento

Algumas cotas de fundos de investimento também são distribuídas através das ofertas públicas. Esse é o caso dos Fiagros (Fundos de Investimento do Agronegócio), FIIs (Fundos de Investimento Imobiliário) e os FIPs (Fundos de Investimento em Participações).

Agora que você conhece os tipos de ofertas públicas, deve estar se questionando qual a vantagem de investir através dela, já que já existe uma infinidade de ações, títulos de renda fixa e fundos de investimento já sendo negociados diariamente.

Em resumo, a principal vantagem de se investir em ativos através das ofertas públicas é o potencial de retorno, seja no curto ou no logo prazo. Imagine que se determinada companhia tem a necessidade de se capitalizar através das ofertas públicas, seus ativos – e perspectivas – precisam ter características atrativas, justamente para que despertem o interesse do investidor, em detrimento de outras alternativas já disponíveis no mercado.

E quais os riscos envolvidos?

Além dos riscos envolvidos em qualquer transação com valores mobiliários, como risco de crédito, risco de mercado e risco de liquidez, quando falamos em ofertas públicas e como falamos todas as condições de mercado em que a empresa atua, fatores macroeconômicos, projeções e também do projeto envolvido para que aquela emissão será destinada.

Aliás, muitas corretoras possuem uma área dedicada às ofertas públicas em suas plataformas com todas as informações necessárias e que são obrigatórias conforme exigência da CVM, a qual fiscaliza e atua nesse tipo de processo, visando dar mais transparência ao investidor.

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Vale a pena conhecer e avaliar e, na dúvida, consulte um especialista de investimento e/ou corretora de sua confiança, pois sempre há boas oportunidades no mercado. Mas lembre-se: é importante entender o seu perfil e objetivo para eventual exposição da parcela de seu portfólio a determinada oferta.

Um abraço e até a próxima!

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