Na Comex, divisão para metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o ouro com entrega prevista para agosto fechou em alta de 0,12%, a US$ 1.927,10 por onça-troy.
As leituras dos PMIs que indicaram desaceleração na China e na Europa fizeram crescer a busca por ativos de segurança, mas o metal não se beneficiou tanto como os retornos dos Treasuries de longo prazo e o dólar. Os retornos dos títulos públicos americanos cresceram e tornaram o ativo mais atrativo comparativamente, enquanto a alta do dólar tornou o ouro mais caro, já que a commodity é negociada na moeda americana.
“O fluxo de caixa de um Treasurie acaba sendo menos arriscado (…), e ele acaba se tornando preferível ao ouro, que é essencialmente uma aposta nos drivers principais de demanda e oferta da commodity”, comentou o estrategista-chefe da Avenue, William Castro Alves.
O analista da Oanda Craig Erlam aponta também que a ata do Fed também pode estar fazendo com que os investidores adotem uma postura mais defensiva em antecipação. “O relatório de empregos payroll na sexta-feira pode ser mais influente no ouro, já que é improvável que a ata nos diga algo que mude o jogo, enquanto números fracos de mercado de trabalho podem sinalizar uma mudança significativa”, acrescentou o economista.