As tensões sino-americanas seguem ainda no foco, em meio a expectativas de retomada das conversas sobre comércio entre autoridades dos EUA e da China, que deve ocorrer em breve.
Nesta quinta-feira, o ex-vice presidente Joe Biden deve aceitar a nomeação do Partido Democrata para a eleição presidencial, após a senadora Kamala Harris ter acatado ontem à noite a sua nomeação como vice-presidente na chapa do partido democrata na disputa à Casa Branca em novembro.
No final da manhã, os índices das bolsas de Nova York operavam próximos a estabilidade (Dow Jones e S&P) e Nasdaq mostrava mais força, com as ações de tecnologia e serviços de comunicação subindo. O petróleo reduzia as perdas no final da manhã.
No Brasil, os investidores podem ampliar suas posições defensivas com o cenário fiscal e o ambiente externo negativo, mantendo o Banco Central em alerta sobre o câmbio, em alta desde cedo. O temor é que a Câmara dos Deputados também derrube hoje o veto do presidente Bolsonaro à medida que permite reajuste salarial para algumas categorias do funcionalismo público até o final de 2021, após o senado ter feito isso no fim da tarde de ontem.
Em meio a esta possibilidade, os mercados se mantém cautelosos. No mercado à vista, o dólar alcançava R$ 5,65, com alta superior a 2%. O Ibovespa negociava próximo ao nível dos 101 mil pontos às 13h.
Entre as maiores quedas figuravam as ações de Eletrobrás, Cemig e Sabesp. Já entre os destaques de alta as ações de empresas que se beneficiam do dólar apreciado são Suzano, Marfrig e Weg.