Na Comex, divisão para metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o ouro com entrega prevista para agosto fechou com baixa de 0,49%, a US$ 1970,90 por onça-troy.
O preço do ouro se enfraqueceu à medida que o dólar se valorizou em comparação a outras moedas fortes e emergentes, tornando o metal mais caro para investidores que operam outras divisas. Já o aumento nos retornos dos Treasuries ampliaram também a atratividade dos títulos públicos americanos, que competem com o ouro como ativos de segurança.
Os dois movimentos ocorrem na esteira da divulgação dos números de pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos, que mostraram queda menor que o esperado e lembraram da força do mercado de trabalho. Após o dado, a probabilidade de o Federal Reserve (Fed) aumentar juros em 50 pontos-base ao longo dos próximos meses cresceu, de acordo com o monitoramento do CME Group. Por volta das 14h55 (de Brasília), a chance de a taxa básica avançar do nível atual (entre 5,00% e 5,25%) para o intervalo de 5,50% e 5,75% até novembro era de 31,4%, ante probabilidade de 25,3% ontem. “O ouro continua a cair de uma alta que durou dois meses, conforme sobem as apostas por aumento na taxa do Fed”, escreveu o analista da Oanda Edward Moya.
O mercado também acompanhou a divulgação de resultados trimestrais piores que o esperado de empresas de mineração. A chilena Antofagasta reportou uma queda de 16% na produção de ouro no balanço do segundo trimestre. Já a americana Newmont registrou queda na produção do metal de 1,5 milhão para 1,24 milhão no período.
*Com informações da Dow Jones Newswires