Em Nova York, a tendência positiva perdurou durante a manhã desta quinta-feira (27), mesmo diante da leitura do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre de 2023 com crescimento de 2,4%, acima do esperado, das encomendas de bens duráveis que aumentaram o triplo do esperado em junho e do número de pedidos de seguro-desemprego, menor do que o projetado, em uma combinação de dados que corroboram a visão de um Federal Reserve (Fed, o banco central americano) ainda distante do fim do combate à inflação, um dia depois da retomada no ciclo de aperto monetário.
Durante à tarde, em meio a reunião pública do banco central americano, as bolsas em Wall Street viraram para o terreno negativo pressionadas pela queda do setor bancário, em reflexo às discussões de possibilidade de elevação das exigências de capital regulatório para as grandes instituições financeiras locais.
No Brasil, o Ibovespa deu sinais de fraqueza durante todo o pregão desta quinta-feira, interrompendo a sequência positiva que se estendeu nas últimas cinco sessões. Assim, os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de junho, com a criação de 157 mil novos postos de trabalho, praticamente em linha com as projeções, ficaram em segundo plano, mesmo com a indicação de um mercado de trabalho ainda aquecido.
Ao final da sessão o Ibovespa era negociado aos 119.990 pontos, com queda de 2,1% e giro financeiro de R$ 22,7 bilhões. Pesou sobre o índice o comportamento negativo das ações da Petrobras (PETR3; PETR4), com o mercado digerindo os dados operacionais do segundo trimestre de 2023 conhecidos na noite anterior.
No câmbio, o dólar mostrou fortalecimento frente ao real e valorizou 0,65%, cotado aos R$ 4,76, enquanto na curva de juros futura o comportamento dos vértices foi misto, com uma tendência predominantemente de alta para os vencimentos de médio e longo prazos.