No fim da tarde em Nova York, o retorno da T-note de 2 anos caía a 4,874%, o da T-note de 10 anos cedia a 3,958% e o do T-bond de 30 anos baixava a 4,020%.
Hoje, a desaceleração do PCE – indicador de inflação preferido do Federal Reserve (Fed) – em junho e o avanço menor do que o esperado no índice custo de emprego dos EUA no segundo trimestre colocaram em segundo plano a alta nas expectativas de inflação, monitoradas pela Universidade de Michigan. Os dados reduziram as expectativas de que o Fed volte a subir juros ainda neste ano, pressionando para baixo os juros dos Treasuries e revertendo os ganhos obtidos durante a madrugada, após o Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) flexibilizar sua política monetária.
Na visão do BMO, o efeito “benigno” dos dados de emprego e do ritmo mais baixo para o núcleo do PCE desde setembro de 2021 devem ser desafiados na próxima semana, com o relatório de empregos (payroll) dos Estados Unidos, que deve demonstrar uma “leitura sólida”. Sinais de aperto no mercado de trabalho tendem a aumentar expectativas por aperto monetário pelo Fed, o que, por consequência, oferece maior apoio para os juros dos Treasuries.
De qualquer modo, os rendimentos mantiveram ganhos semanais sólidos. Em relatório, a Oxford Economics analisa que a decisão do Fed de elevar os juros na última quarta-feira ofereceu algum suporte para os títulos, mas o forte impulso veio com a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA, que, segundo a leitura preliminar, teve avanço mais forte do que o esperado pelo mercado.
Analistas avaliam que, na próxima semana, investidores devem se concentrar nos dados de índices de gerentes de compras (PMIs, na sigla em inglês) e relatórios de empregos para monitorar a resiliência da economia. Além disso, o BMO aponta que o mercado de Treasuries continuará digerindo as recentes mudanças de política monetária, em especial “a mais surpreendente” alteração do BoJ em sua política de curvas de juros.