Aqui, ajudam também à queda do dólar as revisões para baixo no boletim Focus das expectativas de inflação para 2023 e 2024, o que corrobora para um cenário favorável para corte da Selic na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), na próxima quarta-feira.
No mercado financeiro, a maioria das casas consultadas (70%) mantém a estimativa de um corte inicial de 0,25 ponto porcentual, segundo o Projeções Broadcast. O número de casas que estima uma primeira redução maior, de 0,50 ponto, porém, aumentou: agora, são 26 de 88 (30%).
No Focus, a projeção para a inflação oficial – IPCA – em 2023 voltou a recuar ante a semana anterior, de 4,90% para 4,84% – apenas 0,09 ponto porcentual acima do teto da meta deste ano (4,75%). Para 2024, foco da política monetária, a projeção baixou marginalmente, de 3,90% para 3,89%. A expectativa para 2025, que deve passar a ter peso minoritário nas decisões do Copom a partir desta semana, seguiu em 3,50%. No Copom anterior, em junho, as medianas eram de 5,12%, 4,00% e 3,80% para os três anos, respectivamente.
Hoje os investidores vão monitorar uma reunião do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, com o presidente da Febraban e os dirigentes dos principais bancos do País. Com o fim do recesso no Congresso, amanhã, os parlamentares devem recomeçar as discussões sobre a reforma tributária no Senado, onde o texto deve sofrer alterações em relação ao aprovado pela Câmara.
A ministra do Planejamento, Simone Tebet, não se comprometeu com a aprovação da reforma tributária no Senado em 60 dias, como está nos planos do governo. Para Tebet, a maior ameaça à reforma é o aumento de exceções para o setor de serviços.
No exterior, o dólar opera sem sinal único frente divisas emergentes, mas sobe ante peso chileno, peso mexicano, após anúncio de novos estímulos ao consumo na China. A valorização de commodities limite ganhos da divisa americana em relação também a seus pares principais. O índice DXY também tem viés de alta. Mas o euro ganhou força após o crescimento do PIB da zona do euro de 0,3% no segundo trimestre, mais do que o previsto, com a economia do bloco deixando para trás a recessão técnica em que havia entrado no trimestre anterior.
Às 9h36, o dólar à vista caía 0,22%, aos R$ 4,7206, após abrir com viés de alta e subir até R$ 4,7380 (+0,15%). O dólar para agosto, contrato futuro mais negociado a partir de hoje, perdia 0,39%, aos R$ 4,7485.