As taxas futuras já vinham subindo desde ontem após a divulgação de um déficit primário maior do que o previsto nas contas do governo central em julho e aceleraram novamente na sessão de hoje, após o setor público consolidado registrar déficit primário maior que a mediana das estimativas.
Na esteira do movimento dos juros, o dólar subia 1,45%, cotado a R$ 4,94 no início da tarde, enquanto o Ibovespa caia 0,65%, aos 116.771 pontos.
No exterior, dados mistos de inflação, trabalho, indústria e consumo dos Estados Unidos mantiveram expectativas de pausa no aperto monetário do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) até abril de 2024, impulsionando ganhos nas bolsas de Nova York e queda nos juros dos Treasuries (títulos de renda fixa de dívida pública do governo norte-americano).
Na Europa, os mercados acionários fecharam a maioria em queda e acumularam perda mensal em agosto, com pressão alimentada pelo risco de mais aumentos de juros pelo Banco Central Europeu (BCE) – após a divulgação da ata da instituição – além de indicador mais fraco que o esperado na Alemanha. Segundo ata publicada pelo BCE sobre sua última decisão de juros, os dirigentes ainda estão com as opções em aberto para setembro e destacaram temores de “estagflação”, uma vez que mesmo uma recessão não conseguiria reduzir a alta dos preços.
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