No mesmo caminho, a Rússia também reduziu a produção em 300 mil barris pelo mesmo período. Segundo Vanessa Naissinger, especialista de investimento da Rico, essa decisão da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) impulsionou a alta de petrolíferas e incrementou o valor do barril tipo Brent.
Enquanto que no Brasil, a aversão ao risco se estende. De acordo com Matheus Spiess, analista da Empiricus Research, o que impede uma queda maior na Bolsa é a Petrobras, por conta da boa repercussão do preço do petróleo. “Os riscos de ingerência política acabam sendo ignorados e sobem mais de 4% nas ações [da Petrobras] ordinárias e mais de 3% nas preferências, neste momento”, cita o analista,
O dólar e o euro subiram 0,82% e 0,13% frente ao real na sessão, atingindo os R$ 4,98 e R$ 5,34, respectivamente. Em Nova York, S&P 500, Dow Jones e Nasdaq caíram 0,42%, 0,56%, 0,08%, respectivamente. No contexto brasileiro, as três ações que mais valorizaram no dia foram Petrobras (PETR3), Assaí (ASAI3) e Raízen (RAIZ4).
A maior alta do dia é da petrolífera por impulso de corte na produção dos países da Opep. A Petrobras está em alta de 6,6% no mês. No ano, acumula uma valorização de 58,16%.
Destoando da maior parte do setor varejista, o Assaí fecha com a segunda maior alta do dia no Ibovespa. Para o economista-chefe Gustavo Bertotti, da Messem Investimentos, pode estar ocorrendo uma troca de posições dentro do setor varejista: “Assaí é visto como mais resiliente por ser um atacarejo focado em alimentos”, disse em entrevista ao Broadcast. Assaí está em alta de 9,99% no mês. No entanto, acumula uma desvalorização de 34,14% no ano.
Surfando na alta do petróleo, a sucroalcooleira se destaca como a terceira maior alta do dia também por impulso da previsão de queda nas exportações do açúcar indiano, diante de eventos climáticos como o El Niño. A Raízen está em alta de 3,03% no mês, e no ano, acumula uma valorização de 3,89%.