Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o cobre com entrega agendada para dezembro encerrou a sessão em baixa de 0,54%, a US$ 3,8010 a libra-peso, após um impulso inicial mais cedo levar o contrato para uma máxima de US$ 3,8515. Na London Metal Exchange (LME), o cobre para três meses recuava 0,39%, a US$ 8.405,00 por volta das 14h45 (de Brasília).
Entre outros metais negociados na LME, no horário citado, a tonelada do níquel caía 1,61%, a US$ 19.905,00. O contrato do alumínio perdia 1,15%, a US$ 2.194,50 a tonelada, e a do estanho se desvalorizava 0,17%, a US$ 25.830,00 a tonelada. A cotação do zinco recuava 1,76%, a US$ 2.515,00 a tonelada. Na direção oposta, o contrato do chumbo estava em US$ 2.264,00, com valorização de 0,82%.
O dia foi movimentado por análises sobre o impacto da greve de trabalhadores de montadoras nos Estados Unidos na produção industrial do país, com o Citi prevendo que a paralisação “deve complicar os dados a partir de setembro”. A depender do escopo dos cortes na produção nos próximos dias, caso a paralisação persista até o fim do mês, poderia haver um corte de cerca de 1 a 1,5 ponto porcentual na produção industrial americana de veículos em setembro ante o mês anterior, calcula.
No noticiário corporativo, a chilena Codelco está encerrando contratos de longo prazo para vender concentrado de cobre a clientes chineses a partir de 2025, numa tentativa de ampliar sua oferta de outros produtos, disseram à agência Reuters cinco fontes com conhecimento direto do assunto. A ideia é substituir negócios exclusivamente de concentrado de cobre por outros que incluam concentrado e produtos intermediários de valor agregado.