Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o cobre com entrega agendada para dezembro encerrou a sessão em baixa de 0,85%, a US$ 3.7470 a libra-peso, ampliando a queda no mês para cerca de 2%. Na London Metal Exchange (LME), o cobre para três meses recuava 0,55%, a US$ 8.306,00 por volta das 14h06 (de Brasília).
Entre outros metais negociados na LME, no horário citado, a tonelada do níquel recuava 1,98%, a US$ 19.355,00. O contrato do alumínio cedeu 0,07%, a US$ 2.215,00 a tonelada, e a do estanho foi na contramão e subiu 0,59%, a US$ 25.650,00 a tonelada. A cotação do zinco cedeu 1,91%, a US$ 2.490,50 a tonelada. O contrato do chumbo era negociado a US$ 2.215,50 com desvalorização de 1,42%.
As curvas de contratos futuros do alumínio e do cobre estão em contango, o que indica que não há uma situação de aperto, escreveu o estrategista de commodities da Bank of America Securities, Michael Widmer, em relatório com data de 18 de setembro. Uma situação em contango ocorre quando os preços dos contratos futuros estão acima do preço spot ou à vista, o que é considerado um sinal de alta porque o mercado espera que o preço da commodity subjacente suba no futuro e, como tal, os participantes estão dispostos a pagar um prêmio por ela.
“Com a procura (por metais) fora da China moderada, os traders podem não estar preocupados com os baixos estoques nos armazéns da LME, também porque há volumes estocados suficientes fora da LME”, escreveu em nota. De acordo com o analista, independentemente disso, os estoques estão comparativamente baixos e, se a procura aumentar, existe o risco de os dos contratos de time spread – de prazos diferentes – se tornarem muito voláteis, com as curvas passando de uma situação contango para backwardation – termo empregado no mercado financeiro quando o preço à vista de um ativo ou contrato é superior ao seu preço futuro.