Por volta das 17h (de Brasília), o retorno da T-note de 2 anos subia a 5,079%, ante 5,016% no fim da tarde de ontem. O da T-note de 10 anos avançava a 4,788%, de 4,709%. O rendimento projetado no T-bond de 30 anos marcava 4,959%, ante 4,887% ontem. Na máxima do dia, o rendimento do título de três décadas chegou a superar 5% e renovou máxima desde 2007.
O payroll de setembro mais forte veio acompanhado de um aumento abaixo do esperado dos salários por hora. Na reação aos números, os investidores ampliarem apostas em uma alta de juros do Federal Reserve (Fed) até o fim do ano. A probabilidade de a taxa básica ser elevada em novembro era de 26,6% no fim da tarde, ante 21,1% instantes antes da publicação do dado, segundo o monitoramento do CME Group. A chance de o juro ficar mais alto que o patamar atual em dezembro avançou de 29,8% ontem para 37,6%. O payroll também reduziu a aposta em um nível de política monetária menos restritivo em junho.
Mesmo que a Fed não promova mais uma alta das taxas, o movimento com os rendimentos do Tesouro fará o trabalho de aperto no lugar do Banco Central, segundo Edward Moya, analista da Oanda. A presidente do Federal Reserve (Fed) de São Francisco, Mary Daly, afirmou, na quinta-feira, que as condições financeiras ficaram apertadas nos últimos 90 dias e que, se seguirem desse modo, a necessidade de ações adicionais diminuem. Para Moya, o movimento atual nos rendimentos reforça o argumento.
Mesmo após o payroll, o Goldman Sachs seguiu prevendo que a taxa de juros americanas deve seguir inalterada em novembro e dezembro.
Para a Capital Economics, o aumento das taxas de juros tem se concentrado apenas no longo prazo da curva, sugerindo que também reflete preocupações quanto às perspectivas do orçamento do governo americano.