O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2025 fechou com taxa de 10,915%, de 10,934% ontem no ajuste, e o DI para janeiro de 2026 com taxa em 10,78% (mínima), de 10,82% ontem. A do DI para janeiro de 2027 encerrou em 10,97% (11,02% ontem) e o DI para janeiro de 2029 projetava taxa de 11,41%, de 11,44%.
Até o meio da tarde, prevalecia o sinal de alta alinhado à curva dos Treasuries, por sua vez pressionada pelo aumento além do previsto das vendas de moradias novas nos EUA. O resultado reforçou a percepção do “higher for longer” para a política de juros do Federal Reserve e os yields avançaram. “A volatilidade continua elevada. Dados nos EUA de mercado imobiliário vieram muito fortes e acabaram pressionando aqui”, disse o economista-chefe do banco Bmg, Flávio Serrano.
Os preços do petróleo também avançaram, com o tipo Brent voltando a se aproximar de US$ 90 por barril, ante a piora da percepção de risco no conflito Israel-Hamas.
Posteriormente, as taxas locais se descolaram de Wall Street, zerando a alta e oscilando com viés de baixa, depois que o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), colocou na pauta do dia o projeto de lei que prevê a taxação dos fundos de alta renda (exclusivos e offshore). O texto será votado hoje e está alinhado com todos os líderes, de acordo com o parlamentar. A decisão vem na esteira da mudança na presidência da Caixa, anunciada nesta tarde, para acomodar um nome indicado por Lira.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, conta o projeto para tentar zerar o déficit das contas públicas ano que vem. Segundo apurou o Broadcast político, Lira e os líderes partidários da Casa decidiram que haverá um esforço concentrado para votações nas próximas duas semanas.
Além disso, as mínimas das taxas curtas no fim do dia sugerem que o mercado passou a trabalhar com a possibilidade de surpresa positiva do IPCA-15 de outubro, amanhã. Na pesquisa do Projeções Broadcast, a mediana das estimativas é de 0,21%, ante 0,35% em setembro. A expectativa é de alívio ainda em preços administrados, de serviços e de serviços subjacentes.