Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para dezembro fechou estável, a US$ 78,26 o barril, enquanto o Brent para o janeiro de 2024 negociado na Intercontinental Exchange (ICE), fechou em leve queda de 0,06 (US$ 0,05), a US$ 82,47 o barril.
O Julius Baer alerta que os preços do petróleo vêm caindo recentemente devido à atenuação das incertezas sobre a guerra no Oriente Médio, visto que o conflito apresenta características de um “choque temporário”. “É claro que a situação merece atenção, mas os atores hegemônicos da região se envolveram na diplomacia e não na ação militar”.
O banco alemão aponta que, para 2024, a fraqueza dos preços deverá persistir, “à medida que a produção aumenta gradualmente, enquanto o consumo entre os principais consumidores fica estagnada”.
Ainda, a desaceleração além do esperado do CPI americano, tanto na leitura mensal quanto anual, até ajudou a elevar os preços do petróleo após o dado, mas o fôlego não conseguiu manter a commodity em alta. A Amerivet destaca que os números do CPI não são suficientes para baixar a inflação até 2%. Já para a Capital Economics, o indicador “aniquila qualquer chance restante de uma alta em dezembro nos juros” pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA).
Também hoje, a Agência Internacional de Energia (AIE) elevou projeção de alta na oferta global da commodity para 2023, apesar de ter cortado para 2024 e de também ter elevado sua previsão de avanço da demanda global em 2023 e 2024. Ainda, a instituição destacou que os Estados Unidos e o Brasil devem ser os principais contribuintes para o aumento da oferta global do petróleo em 2023, seguindo uma demanda melhor que a esperada.