Outro caminho é acessar os BDRs (Brazilian Depositary Receipts) disponíveis na B3. São certificados representativos de ações de empresas estrangeiras, mas negociados no Brasil. O investidor não está, portanto, comprando ações da companhia no exterior, mas títulos que representam essas ações.
Os BDRs são interessantes porque promovem o acesso facilitado aos valores mobiliários de empresas estrangeiras sem a necessidade de pagar os custos relacionados à remessa de recursos para o exterior. A liquidação é feita em reais.
Renda fixa
No exterior, a renda fixa é negociada via bonds, os títulos públicos e privados via debêntures emitidas por empresas. Os títulos do Tesouro Direto americano, emitidos para o financiamento da dívida do governo, são chamados de Treasuries e têm taxas prefixadas, o que garante maior previsibilidade e segurança.
Vale ressaltar, porém, que cada título do Tesouro americano custa por volta de R$ 50 mil, o que é inviável para muitos investidores brasileiros. Uma alternativa, então, é investir em Treasuries por meio dos ETFs (Exchange Traded Fund) de renda fixa internacional negociados na bolsa brasileira.
“O produto representa uma comunhão de recursos destinados à aplicação em carteira de ativos estrangeiros que busca retornos que correspondam, de forma geral, à performance de um índice de referência”, diz o site da B3.
Atualmente, a B3 tem dois ETFs de renda fixa internacional listados. Enquanto o BNDX11 replica no Brasil o ETF BNDX, que nos EUA possui, aproximadamente, US$ 50,5 bilhões sob gestão, o USDB11 investe no ETF BND (Vanguard® Total Bond Market ETF), com cerca de US$ 291,8 bilhões sob gestão nos EUA. Ambos são da Investo.
Há, ainda, os fundos de investimento voltados a títulos de renda fixa global. Com uma cota única, o investidor tem acesso a uma cesta de ativos, respaldado pela ampla experiência dos gestores. Importante destacar que a resolução 175 da CVM, que começou a valer em outubro deste ano, flexibilizou o acesso dos investidores de varejo aos fundos que investem no exterior, que antes priorizavam investidores qualificados (aqueles com patrimônio de ao menos R$ 1 milhão).
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