Guilloty menciona que a direção da Iguatemi tem buscado reduzir a exposição a vendedores com taxas baixas de conversão dentro da plataforma de comércio eletrônico, o Iguatemi 360. A companhia passou a priorizar na plataforma os vendedores de artigos de luxo com margens mais altas, além de diminuir a participação de alimentos e bebidas, que exigem uma logística mais complexa e oferecem margens mais baixas. O analista do Goldman Sachs também observa que a Iguatemi passou a terceirizar as operações de back office em vez de operar com isso internamente.
“Reiteramos nossa visão otimista sobre as ações da Iguatemi. Embora as nossas expectativas de receita líquida para 2024 e 2025 permaneçam relativamente inalteradas, as nossas expectativas de Ebitda aumentam ligeiramente (alta de 1% e 2% para 2023 e 2024, respectivamente)”, descreve Guilloty, em relatório. “Um fator-chave para isso é uma melhoria esperada nas operações de varejo da Iguatemi, que acreditamos pode atingir o ponto de equilíbrio neste trimestre”.
O analista projeta alta da receita líquida da Iguatemi em 8,3% em 2024 e 7,4% em 2025, com expansão do lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) em 16,1% e 11,1% nesses meses anos, respectivamente. Com isso, a margem, Ebitda deve subir de cerca de 66% em 2023 para 70% em 2024 e 73% em 2025.
O Goldman Sachs atribuiu à ação da Iguatemi um preço-alvo de R$ 30 para o fim do ano que vem, o que representa uma perspectiva de alta de cerca de 34%. O papel era negociado hoje, às 13h, por cerca de R$ 23.