Mais cedo, leitura oficial mostrou que as encomendas à indústria da Alemanha caíram 3,7% em outubro ante setembro, após ajustes sazonais. Analistas ouvidos pela FactSet previam recuo menor, de 0,3%.
Mesmo com o dado fraco, a abertura europeia foi modestamente positiva nas bolsas com a avaliação de que a perda de fôlego na atividade ampara postura menos dura pelo Banco Central Europeu (BCE). Entre dirigentes da autoridade monetária, Martins Kazaks não vê necessidade de uma redução nos juros no primeiro semestre de 2024, considerando a discussão prematura. Ao mesmo tempo, ele ponderava que, caso o quadro piore, poderia rever a posição.
No início do dia, foi publicado o dado de vendas no varejo da zona do euro e às 12h o presidente do banco central da Alemanha, Joachim Nagel, fala em evento. Nagel também é dirigente do BCE, considerado da ala hawkish (política austera, com taxas de juros mais altas) da instituição.
Para o ING Group, o BCE deve ter o desafio, na sua decisão da próxima semana, de deixar as opções em aberto, “sem soar dovish (redução da taxa de juros) demais, mas também sem se descolar da realidade”.
Entre bancos com ações em Londres, Barclays caía 0,13%, mas Lloyds tinha alta de 1,09%. No início da manhã (horário de Brasília), a Bolsa de Londres subia 0,26%, Frankfurt avançava 0,08%, Paris ganhava 0,03%, Milão operava em alta de 0,37% e Lisboa, de 0,47%. No câmbio, o euro caía a US$ 1,0729 e a libra tinha alta a US$ 1,2601.