Pesa também sobre o dólar o recuo nos juros dos Treasuries (título da renda fixa americana), a taxa da T-note de 2 anos recuava a 4,369%, de 4,424% no ajuste da última terça-feira (19), enquanto a da T-note de 10 anos tinha queda para 3,878%, de 3,921%. Os dados do Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), divulgado mais cedo, tiveram pouco efeito sobre o câmbio. O IBC-Br do Banco Central caiu 0,06%, na série livre de efeitos sazonais, vindo melhor que a mediana das expectativas coletadas pelo Projeções Broadcast, de queda de 0,20%.
Por volta das 9h30, o dólar à vista recuava 0,07%, a R$ 4,8603, enquanto o dólar para janeiro tinha queda de 0,14%, a R$ 4,8570. Na agenda do dia, os destaques vão para a votação, no Senado, da MP da Subvenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), mas antes dela os investidores podem reagir aos dados do IBC-Br de outubro e à arrecadação federal de novembro.
Nesta manhã será apresentado ainda o relatório final do orçamento de 2024 para ser votado na Comissão Mista de Orçamento (CMO). Lá fora, as atenções ficam em dois indicadores americanos: confiança do consumidor e vendas de moradias usadas. Em relação a outras moedas fortes, o dólar sobe, reagindo a dados divulgados mais cedo sobre a inflação no Reino Unido, que pesa sobre a libra, e refletindo o ceticismo dos investidores quanto ao compromisso do Banco Central Europeu (BCE) de adiar o máximo possível o corte nas taxas de juros da zona do euro. segundo o Rabobank.