O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em baixa de 0,21%, a 476,94 pontos.
Guindos reforçou que as próximas decisões do BCE dependerão da evolução dos indicadores econômicos. Segundo ele, assim que houver sinais de que os índices acionários “claramente” convergem em direção à meta de 2%. “Mas ainda é muito cedo para isso acontecer”, reiterou. Ainda assim, para a Capital Economics, os dados mais recentes sobre a inflação subjacente sugerem que os dirigentes do BCE serão forçados a cortar as taxas de juro mais cedo do que pensam.
Enquanto isso, os governos da União Europeia concordaram ontem com novas regras para reduzir os déficits orçamentais e a dívida pública, traçando um limite após anos de gastos livres durante a pandemia de covid-19 e a guerra na Ucrânia. Para o Danske Bank, a tendência é de que a reforma se traduza em uma postura mais apertada da política fiscal. “Entre os países maiores, isto afetará especialmente os planos de despesas em França, Itália e Bélgica”, prevê.
Já no Reino Unido, o governo informou hoje que o déficit fiscal cresceu mais que o esperado em novembro, em um desdobramento que pode limitar os planos do primeiro-ministro britânico, Rishi Sunak, de adotar cortes de impostos antes das eleições gerais do ano que vem. Em Londres, o FTSE 100 caiu 0,27%, a 7.694,73 pontos.
Em Paris, a ação da Casino recuou 6,05%, depois que o consórcio que lidera a reestruturação financeira da empresa reduziu a previsão para o Ebitda da companhia. A varejista francesa convocou para janeiro uma assembleia que votará os termos da reorganização da dívida. Na mesma cidade, o CAC 40 recuou 0,16%, a 7.571,40 pontos. Em Frankfurt, o DAX caiu 0,27%, a 16.687,42 pontos. Em Milão, o FTSE MIB teve queda de 0,29%, a 30.274,26 pontos. Por outro lado, em Madri, o Ibex 35 avançou 0,04%, a 10.105,30 pontos. Já o PSI 20 subiu 0,69%, a 6.388,46 pontos, em Lisboa, na máxima do dia.