No pregão eletrônico da Comex, divisão para metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o cobre com entrega prevista para março fechou em baixa de 0,89%, em US$ 3,7330 por libra-peso. Na London Metal Exchange (LME), a tonelada do metal para três meses cedia 0,77% por volta de 15h30 horas (de Brasília), a US$ 8.281,00.
O gatilho por trás das vendas de hoje são as notícias macro vindas da China durante a noite, ponderou a Marex em relatório. Segundo a plataforma de serviços financeiros, embora o governo tenha informado que o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 5,2% em 2023, um pouco mais do que a meta oficial, o crescimento trimestral do quarto trimestre foi particularmente fraco e pareceu gerar mais preocupações. O mais importante é que o setor imobiliário da China permanece estagnado, observou.
O HSBC avalia que o rumo dos preços dos metais este ano será ditado principalmente pelo crescimento da procura, especialmente da China, escreveram os analistas em nota. “Acreditamos que o sentimento em torno dos preços dos metais é mais cauteloso em comparação com esta mesma época do ano passado devido a preocupações com a procura, especialmente da China”, afirmaram.
Do lado da oferta, a Antofagasta reafirmou, em relatório de produção, a expectativa para a produção de cobre da empresa em todo o ano atual, na faixa entre 670 mil e 710 mil toneladas do metal. A companhia avalia que o papel fundamental do cobre na transição energética apoiará seus preços no longo prazo.
Entre outros metais negociados na LME sob vencimento de três meses, no horário citado, a tonelada do zinco cedia 3,33%, a US$ 2.468,00; o alumínio cedia 1,49%, a US$ 2.181,00; a do chumbo perdia 1,84%, a US$ 2.055,50 e a do níquel operava em baixa de 0,89%, a US$ 16.095,00. Na contramão, o contrato do estanho avançava 0,28%, a US$ 25.350,00.
Com informações da Dow Jones Newswires