No fim da tarde em Nova York, o dólar recuava a 148,09 ienes, o euro caía a US$ 1,0884 e a libra aparecia estabilizada em US 1,2704. O índice DXY, que mede o dólar ante uma cesta de moedas fortes, registrou alta de 0,04%, a 103,331 pontos.
O BBH esperava que o iene ficasse sob pressão frente ao dólar, caso sua expectativa de uma manutenção “dovish” da política monetária se confirme. Dirigentes aguardam mais sinais de sustentabilidade da inflação no país, antes de decidir por ajustes no BC japonês (leia mais na reportagem publicada às 15h12).
O mesmo banco de investimentos comentava sobre o movimento recente de ajuste nas apostas para o Federal Reserve (Fed, o banco central americano), com mais expectativa no mercado de que o início do ciclo de corte de juros viria apenas em maio, não mais em março. Os dirigentes do BC dos EUA já estão no período de silêncio, antes da decisão de política monetária da próxima semana. De qualquer modo, postura menos dovish da instituição tende a apoiar o dólar.
O euro, por sua vez, oscilou perto da estabilidade hoje, sem previsões no mercado de que o BCE possa cortar juros agora. O Société Générale comenta que nos últimos dias dirigentes do BC comum criticaram expectativas de cortes agressivos nos juros, em quadro de inflação ainda elevada. “A ata também mostrou desconforto com as expectativas agressivas de cortes de juros do mercado”, aponta o banco francês.
A Convera, por sua vez, afirmava que indicadores recentes do Reino Unido não eram suficientes para levar o Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) para um lado ou outro. Isso, para a Convera, explicaria a movimentação modesta da libra nos últimos dias, à espera de catalisadores mais claros.