Tendo como premissa a neutralidade da carga tributária, a simplificação e a diminuição das distorções do sistema atual ao longo das cadeias de produção, a reforma, conforme o Itaú, deve promover um aumento de investimentos, receita, formalização e produtividade. O efeito pode ser maior não apenas aos setores que mais demandam, mas também aos que mais ofertam insumos.
Ao revisar três estudos que estimaram o impacto da reforma tributária adotada gradualmente a partir de 2003 na Índia, país que tinha distorções semelhantes e que passou por processo de introdução do imposto sobre valor agregado, o IVA, parecido com o que será feito no Brasil, o Itaú observa que existem evidências positivas de efeitos da reforma na economia. Em geral, setores no final de uma cadeia produtiva são os mais beneficiados em termos de aumento de investimento e vendas, enquanto setores no começo da cadeia aumentam a formalização.
O departamento de pesquisa macroeconômica do banco, chefiado pelo economista Mario Mesquita, pondera, no entanto, que os resultados do estudo devem ser vistos mais como indícios iniciais do que como uma conclusão final, já que Índia e Brasil são economias com especificidades e estágios de desenvolvimento diferentes.