Um Brazilian Depositary Receipt (BDR) é um papel negociado na Bolsa brasileira, mas que replica a performance de um ativo do exterior – no caso do novo BDR, o lastro é em um ETF de bitcoin, um fundo que busca seguir o desempenho da criptomoeda. Em outras palavras, é uma opção para o investidor brasileiro acessar o BTC.
Saade afirma que a BlackRock está validando o tamanho do mercado e o interesse dos investidores finais por essa classe de ativos. “Estamos aqui para dar acesso de uma forma transparente e baixo custo. Não estamos recomendando nada, mas reconhecemos que é uma classe de ativos relevante”, ressaltou.
De acordo com Gonçalvez, da B3, esta nova opção vem para complementar a prateleira do mercado brasileiro. Até dezembro do ano passado, a bolsa brasileira contavam com 13 ETFs de bitcoin, com um patrimônio líquido de R$ 2,5 bilhões e 170 mil investidores. “Em janeiro, já bateu R$ 30 milhões de volume por dia de negociações”, afirma.
O produto estará disponível para o investidor a partir desta sexta-feira (1º). A tributação é de 15% sobre o ganho de capital, taxa de administração de 0,25% ao ano.