• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Investimentos

ASA Alpha: “Tabu de que Selic baixa prejudica a renda fixa precisa acabar”

Fabiano Zimmermann, gestor dos fundos ASA Alpha, fala sobre o que esperar após mais um corte de juros

Por Isaac de Oliveira

21/03/2024 | 3:00 Atualização: 22/03/2024 | 16:28

Investidores da renda fixa ainda têm espaço para “navegar” no atual ciclo de corte da taxa de juros, diz Zimmermann. (Foto: ASA Investments)
Investidores da renda fixa ainda têm espaço para “navegar” no atual ciclo de corte da taxa de juros, diz Zimmermann. (Foto: ASA Investments)

O Banco Central (BC), por meio do seu Comitê de Política Monetária (Copom), anunciou nesta quarta-feira (20) mais um corte na Selic. Assim, a taxa básica de juros do Brasil caiu de 11,25% ao ano (a.a) para 10,75% a.a. Desde setembro, já se somam seis ajustes e uma queda acumulada de três pontos porcentuais no principal parâmetro da economia.

Leia mais:
  • Stuhlberger diz que a Bolsa brasileira está entre os piores mercados do ano
  • CRIs, CRAs e debêntures: para onde vão as taxas com a nova regra?
  • A causa da CVM que pode mudar toda a gestão de fortunas
Newsletter

Não perca as nossas newsletters!

Selecione a(s) news(s) que deseja receber:

Estou de acordo com a Política de Privacidade do Estadão, com a Política de Privacidade da Ágora e com os Termos de Uso.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Com a perspectiva da Selic atingir os 9% ao ano até o final de 2024, há quem veja o fim da janela de oportunidades de bons ganhos em investimentos na renda fixa. Mas não Fabiano Zimmermann, gestor da família de fundos ASA Alpha. De acordo com ele, este momento de recuo dos juros beneficia os ativos prefixados e aqueles indexados à inflação, do Tesouro Direto, mais os fundos formados por carteiras com estes dois tipos de títulos. “Existem instrumentos que se beneficiam com a alta e com a baixa da taxa de juros. É preciso desmistificar esse tabu de que Selic baixa é ruim para a renda fixa”, diz.

  • Veja também: Nova regra para renda fixa livre de IR cria alternativa para bater o CDI

Para o gestor, os investidores ainda possuem espaço para “navegar” no atual ciclo de corte da taxa de juros, em 2024. Ele afirma que o momento segue favorável para a migração dos títulos pós-fixados para os prefixados e indexados à inflação. “Ao fim do ciclo de corte chegará o momento de fazer o contrário”, sinaliza Zimmermann.

A melhora de alguns indicadores da economia, como o Produto Interno Bruto (PIB) e os do mercado de trabalho, vai ter algum efeito sobre a geração de inflação neste ano, na visão do  gestor da ASA. A expectativa de aumento de inflação motiva Zimmermann a preferir os títulos indexados ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). “Entendemos que, com esses dados de atividades, a inflação vai chegar próximo de 4,5% (em 12 meses). Mesmo assim, entendemos que o plano de voo do BC para a Selic vai continuar até em torno de 9% ao ano”, explica.

Publicidade

Invista em oportunidades que combinam com seus objetivos. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos

Com isso, diz, o juro real –  diferença entre a Selic e a inflação – ficará próximo de 4,5%. “Os prêmios que estão sendo pagos pelos títulos de inflação estão perto de 6%. Então entendemos que tem uma janela importante de ajuste desse juro real saindo de 6% para próximo de 4,5% e, com isso, os títulos de inflação vão se valorizar”, justifica Zimmermann.

Veja a seguir a entrevista com Fabiano Zimmermann, gestor da família ASA Alpha, para o E-Investidor.

E-Investidor: O corte de mais 0,50 ponto porcentual na Selic já era esperado pelo mercado. A dúvida pairava sobre o tom do comunicado do Banco Central em relação à indicação ou não da continuidade do ritmo de queda dos juros. Como você vê a divulgação desta vez?

Fabiano Zimmermann: Já estava pacificado esse corte de 50 pontos-base. Todas as comunicações do Banco Central desde a última reunião e os dados divulgados corroboram para esse ajuste. A grande discussão era sobre a incerteza quanto aos próximos passos.

Publicidade

Os dados de atividade do Brasil estão vindo bem robustos, tantos os que indicam uma melhoria de atividade no futuro, os indicadores antecedentes, quanto os dados nos dias atuais, como renda, mercado de trabalho, o próprio PIB, consumo, aumento de salário. É muito difícil que isso não vire inflação em algum momento para este ano já. Ao mesmo tempo, os dados de inflação ainda estão baixos. Em fevereiro, no entanto, se mostraram altos, a inflação veio 0,83%. Mas para março, abril e maio temos uma perspectiva muito baixa, em torno de 0,20%, ao mês, em média.

Há uma aparente incongruência. Os dados de inflação no curtíssimo prazo estão baixos, mas quando se olha os dados da inflação por dentro, os núcleos, acende uma luz amarela para o BC, porque a inflação de serviços, importante para a condução de política monetária, tem vindo mais preocupante.

E como você viu o tom do comunicado?

É cedo para fazer esse movimento de reduzir o ritmo de cortes, ainda. Vamos passar por um período muito benigno de inflação e precisamos entender, não só o mercado como o próprio BC, a origem dessas inflações de serviço um pouco mais pressionada, para, assim, se comprometer com uma comunicação que dá a entender que está mais próximo do final do ciclo de corte de juro. Ainda há bastante espaço para a redução.

Publicidade

Até quanto a taxa pode cair?

O BC poderia deixar a Selic perto de 9% ao ano.

Alguns dados macroeconômicos estão vindo bem acima das projeções, como o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de janeiro. O mercado está mais pessimista do que, de fato, a economia tem apresentado?

Estamos nos surpreendendo há uns três ou quatro anos com a atividade do Brasil. Existem várias teorias em relação a isso. O mundo também vive esse quadro.

Publicidade

O Brasil, em especial, pode estar vivendo um choque de produtividade com a nova forma do mundo se organizar para o trabalho, home office, cadeias produtivas, enfim, para novas metodologias e campos de trabalho que se abriram e se fortaleceram nos últimos anos e que podem gerar aumento de produtividade, mas o mercado não está sabendo captar. Mas, sim, temos nos surpreendido com dados de atividade, de mercado de trabalho e, agora, consumo.

O pulo do gato está em observar quando isso vai bater na inflação. Não tem como não bater. Esse é o quebra-cabeça que estamos tentando decifrar e vai ser a principal tese para os mercados ao longo deste ano.

Considerando a Selic no patamar de 10,75%, a janela de bons ganhos na renda fixa está no fim?

Sempre gosto de abrir o leque dos investimentos em renda fixa quando se fala em Selic baixa e alta. Existem instrumentos que se beneficiam com a alta e com a baixa da taxa de juros. É preciso desmistificar esse tabu de que Selic baixa é ruim para a renda fixa.

Publicidade

Estamos vivendo agora um momento de corte de juros em que os ativos prefixados e os indexados à inflação, do Tesouro Direto, e os fundos desses dois tipos de títulos, se beneficiam do ciclo de corte da Selic. A taxa pode chegar em torno de 9% ao ano, então, temos espaço para navegar no corte de juros. O momento segue favorável para a migração dos títulos pós-fixados para prefixados e indexados à inflação. Isso está valendo até o fim do ciclo de corte. Ao fim do ciclo de corte chegará o momento de fazer o contrário.

Por que os títulos pós-fixados, mais conservadores, perdem atratividade?

O pós-fixado está diretamente ligado à Selic vigente. Se a perspectiva é de que a Selic continue caindo, o rendimento do investidor que está no pós-fixado tende a cair. O prefixado e o indexado à inflação, diferentemente, projetam a Selic futura. Se a perspectiva é de corte, esses títulos tendem a diminuir as suas taxas e o preço do título é inversamente proporcional à taxa. Então se as taxas desses títulos prefixados e indexados à inflação caem, o preço, o valor desses títulos sobe.

Mas os títulos prefixados e indexados sofrem mais oscilações de preço por fatores que estão além da Selic…

Publicidade

Sim, diferentemente dos pós-fixados, os títulos prefixados e os indexados à inflação são mais voláteis. Porém, o investidor não precisa ir para títulos mais arriscados, fora da renda fixa, com a Selic em baixa.

Qual desses investimentos de renda fixa é o melhor hoje?

Viemos de inflações positivas e vamos encarar um período de inflação mais benigna (mais baixa). Isso provocou no mercado uma queda muito forte nas inflações implícitas, que são o quanto o mercado projeta, nos títulos de renda fixa, a inflação futura no Brasil.

Houve uma queda muito forte das inflações implícitas e isso significa que o prefixado teve melhor desempenho ao longo dos últimos seis a oito meses do que os títulos de inflação. Isso é uma janela benigna, mas entendemos que, com a melhora dos dados de atividade e do mercado de trabalho, a inflação provavelmente vai voltar. Por isso, hoje, o principal título de renda fixa que o investidor deveria ter na carteira são títulos indexados à inflação.

E se a inflação não subir, o investidor estaria protegido de perdas?

Os dados de inflação tendem a ser mais salgados do que o mercado está precificando. Hoje se fala em inflação perto de 3%. Entendemos que, com esses dados de atividades, a inflação vai chegar próximo de 4,5%. Mesmo assim, entendemos que o plano de voo do BC para a Selic vai continuar até em torno de 9% ao ano.

Vemos uma Selic mais próxima de 9% e uma inflação mais próxima de 4,5%. Com isso, o juro real, que está alto no Brasil, fica próximo de 4,5%. Os juros que estão sendo pagos pelos títulos de inflação estão em quase 6%. Assim, entendemos que há uma janela importante de ajuste desse juro real saindo de 6% para próximo de 4,5% e, com isso, os títulos de inflação vão se valorizar.

Como vê as oportunidades no crédito privado?

Desde a crise das Americanas (AMER3) e Light (LIGT3), passamos por um 2023 conturbado no mercado de crédito. Mas desde o último trimestre do ano passado e no primeiro de 2024, vimos um fechamento considerável dos spreads (diferença de preço na compra e venda). Então, os títulos de crédito se recuperaram de uma maneira geral. Entendo que créditos de empresas de bom fluxo de caixa, empresas com bom rating (risco de calote), seguem sendo ótimas alternativas de pós-fixados.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Conteúdo E-Investidor
  • Copom
  • Juros
  • Renda fixa
  • Selic
Cotações
10/02/2026 7h28 (delay 15min)
Câmbio
10/02/2026 7h28 (delay 15min)

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    O luxo do isolamento total: por que investidores estão comprando vilas inteiras na Europa

  • 2

    Ibovespa hoje encerra acima de 186 mil pontos e atinge novo recorde de fechamento

  • 3

    Violência patrimonial e financeira contra Idosos: como identificar abusos e proteger a autonomia na velhice

  • 4

    Filho de Warren Buffett só descobriu que o pai era bilionário depois dos 20 anos

  • 5

    Pátria conclui compra da RBR e muda a gestão de FIIs; XP avalia impactos para os cotistas

Publicidade

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o FGTS Digital: veja os 3 tipos de certificados que são aceitos
Logo E-Investidor
FGTS Digital: veja os 3 tipos de certificados que são aceitos
Imagem principal sobre o FGTS Digital: como funciona a assinatura de documentos no sistema?
Logo E-Investidor
FGTS Digital: como funciona a assinatura de documentos no sistema?
Imagem principal sobre o FGTS Digital: passo a passo prático para acessar a plataforma
Logo E-Investidor
FGTS Digital: passo a passo prático para acessar a plataforma
Imagem principal sobre o Bolsa Família 2026: como saber se fui aprovado no programa?
Logo E-Investidor
Bolsa Família 2026: como saber se fui aprovado no programa?
Imagem principal sobre o Calendário 2026 do Abono Salarial PIS/PASEP
Logo E-Investidor
Calendário 2026 do Abono Salarial PIS/PASEP
Imagem principal sobre o Bolsa Família 2026: veja o calendário de pagamento do mês de fevereiro
Logo E-Investidor
Bolsa Família 2026: veja o calendário de pagamento do mês de fevereiro
Imagem principal sobre o Aposentados INSS: veja calendário de fevereiro 2026 para quem recebe acima do salário mínimo
Logo E-Investidor
Aposentados INSS: veja calendário de fevereiro 2026 para quem recebe acima do salário mínimo
Imagem principal sobre o FGTS Digital: o que é e para que serve?
Logo E-Investidor
FGTS Digital: o que é e para que serve?
Últimas: Investimentos
Ouro e dividendos: ainda faz sentido investir no metal em 2026?
Investimentos
Ouro e dividendos: ainda faz sentido investir no metal em 2026?

Correção no curto prazo não assusta; analistas projetam ouro a US$ 6 mil e sinalizam oportunidades de renda

10/02/2026 | 05h30 | Por Katherine Rivas
Novas provas da Anbima querem melhorar qualidade dos profissionais do mercado
Investimentos
Novas provas da Anbima querem melhorar qualidade dos profissionais do mercado

Exames CPA-10, CPA-20 e CEA vão ser substituídos; novas provas também vão avaliar habilidades de comportamento, com simulação de cases e código de ética

09/02/2026 | 11h58 | Por Luíza Lanza
BTG Pactual entrega lucro recorde no 4T25 e cresce forte, mas ação já embute expectativas altas
Investimentos
BTG Pactual entrega lucro recorde no 4T25 e cresce forte, mas ação já embute expectativas altas

Resultados reforçam a solidez do modelo, mas analistas discutem até onde o crescimento justifica o preço da ação em 2026

09/02/2026 | 11h15 | Por Isabela Ortiz
Carteiras de FIIs pausam euforia com altas do IFIX e inauguram fase de ajustes em fevereiro de 2026; veja como as casas se posicionam
Investimentos
Carteiras de FIIs pausam euforia com altas do IFIX e inauguram fase de ajustes em fevereiro de 2026; veja como as casas se posicionam

Bancos e corretoras reforçam seletividade e dão prioridade a fundos de crédito e ativos imobiliários de maior qualidade

06/02/2026 | 09h40 | Por Isabela Ortiz

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador