No fim da tarde em Nova York, o retorno da T-note de 2 anos caía a 4,598%, o da T-note de 10 anos diminuía a 4,212% e o do T-bond de 30 anos cedia a 4,388%.
A curva futura aumentou as apostas de que o Fed inaugure o ciclo de relaxamento monetário em junho, conforme indica plataforma de monitoramento do CME Group. Para o fim do ano, o cenário mais provável segue o de uma redução acumulada de 75 pontos-base, um total de três cortes se considerado um ritmo de 25 pontos-base por ajuste.
A precificação é consistente com as projeções do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) no gráfico de pontos que acompanhou o comunicado da decisão da última quarta-feira (20). O Fed manteve juros na faixa entre 5,25% e 5,50%, conforme esperado, mas o presidente do BC americano, Jerome Powell, minimizou o repique da inflação em janeiro e fevereiro.
Mensagem semelhante veio do Reino Unido, onde o Banco da Inglaterra (BoE) também preservou a taxa básica em 5,25%, mas disse que o quadro inflacionário está evoluindo “na direção correta”. Na Suíça, o BC abriu a frente de afrouxamento entre economias desenvolvidas. Já na Ásia, o Banco do Japão (BoJ) acabou com a era de juros negativos, embora tenha apresentado uma linguagem cautelosa em relação aos próximos passos.
“Dado que os principais bancos centrais (exceto o BoJ, claro) lançaram as bases para cortes nas taxas durante o segundo trimestre, é intuitivo que os ativos de risco continuem a ter um bom desempenho no ambiente atual”, afirma o BMO Capital Markets.